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Depois do Divórcio: Te quero de volta romance Capítulo 39

Anny Celik

Uma semana depois...

O silêncio do quarto era ensurdecedor. Minhas mãos estavam atadas ao frio da realidade. A mansão era enorme, mas de nada adiantava o luxo ao meu redor. Cada detalhe me lembrava que estava presa, um peão em um jogo que nem ao menos sabia que estava participando.

Minha mente girava em mil direções. Quem realmente era Kemal? Por que meu nome estava no centro dessa tempestade?Eu era só uma peça para a vingança dele com Miguel?

O clique suave da porta interrompeu meus pensamentos. Uma mulher entrou, vestindo um uniforme de camareira. Ela trazia uma bandeja com uma refeição simples. Seus olhos, um castanho profundo, mas feroz encontraram os meus, e um arrepio percorreu minha espinha.

— Aqui está sua comida — ela disse calmamente, colocando a bandeja na mesa ao lado da cama.

— Por favor, me ajude a sair daqui! — implorei, minha voz embargada, mas determinada.

Ela hesitou, olhando para a porta antes de se aproximar de mim. Sua expressão endureceu por um breve momento, mas então ela sussurrou:

— Estou aqui com minhas melhores amigas para matar o Kemal. O seu noivo chamou muita atenção destruindo tudo dele. Agora, teremos que agir rapidamente. Você precisa se alimentar, pois quando nosso serviço for concretizada, precisará de forças para sair deste lugar.

Fiquei sem palavras por um momento. O que ela estava dizendo? Quem era ela?

— O Miguel pediu para me resgatar? — minha voz saiu em um fio, esperançosa.

A mulher sorriu de canto, um gesto cheio de mistério.

— Parece que você tem um homem que te ama. Estamos infiltradas há uma semana. Enquanto isso, há uma guerra lá fora entre o seu noivo e o seu tio Kemal.

A penúltima palavra dela me atingiu como uma facada.

— Tio? — perguntei, confusa.

Ela me encarou por um momento, avaliando minha reação.

— Sim, Anny. Kemal é seu tio. Sua mãe era irmã dele. Aposto que isso é novidade para você.

Senti o mundo girar. Como isso era possível? Ninguém mencionou nada sobre minha mãe ter um HD juntos. Nem meu pai, nem Miguel, também nunca tive a chance de saber sobre minha mãe, já que ela me deixou sob os cuidados do meu pai e nunca voltou sequer para me ver.

— Isso é mentira — murmurei, mas minha voz soou mais como um pedido do que uma afirmação.

A mulher se abaixou, ficando na altura dos meus olhos.

— Ele vai cair. Somos assassinas de aluguel, Anny. Não falhamos.

Meu estômago revirou. Era isso que estava acontecendo? Eu estava nas mãos de mulheres treinadas para matar?

— Quem são vocês? — perguntei, tentando entender o caos ao meu redor.

A mulher delicada sorriu, um sorriso que deveria ser reconfortante, mas que apenas me deixou mais nervosa.

— Somos sua única chance de sair daqui viva.

— E se você quiser se vingar do homem que transformou sua vida em um inferno — acrescentou a camareira, seus olhos fixos nos meus— melhor começar a confiar em nós.

Um fogo começou a crescer dentro de mim. Talvez fosse a raiva, talvez fosse o desespero, mas algo mudou. Pela primeira vez, pensei:

"Talvez eu não precise apenas sobreviver. Talvez" eu possa lutar.

O plano já estava andamento, e eu sabia que não havia mais volta.

continua...

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