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Depois do Divórcio: Te quero de volta romance Capítulo 38

Miguel Ylmaz

No meu escritório, a tensão era palpável. Emir estava sentado à minha frente, seu rosto sério, mas seus olhos denunciavam que ele sabia mais do que estava disposto a admitir. Fechei a porta, deixando qualquer som do lado de fora, e me voltei para ele.

— Precisamos conversar sobre a Anny — comecei, a voz baixa, mas carregada de determinação.

— O que houve com ela? — Emir perguntou, cruzando os braços.

Respirei fundo antes de soltar a bomba.

— Ela é sobrinha do Kemal.

Esperei uma reação, mas Emir permaneceu calado. Nenhuma surpresa, nenhuma interjeição, apenas um olhar pesado que confirmou o que eu já suspeitava.

— Você já sabia disso, não é? — perguntei, minha voz endurecendo.

Ele hesitou por um momento antes de suspirar.

— Sim, Miguel. Eu sabia.

Meus punhos se cerraram, mas me forcei a manter o controle.

— Como? Por que nunca me contou?

— Porque ela também não sabe. Anny é filha da irmã do Kemal. Mas a mãe dela prometeu ao pai de Anny que nunca revelaria nada sobre a família dela. O pai da Anny fez isso para protegê-la. Ele morreu com esse segredo e nunca contou nem a você, nem a ela.

Minhas mãos tremiam, mas não era medo. Era raiva. Raiva de tantos segredos.

— Mas o Kemal já sabe que ela é a sobrinha dele — informei, minha voz saindo em um tom mais grave.

— Ele sabe? — Emir perguntou, confuso.

— Ele sabe. Anny não é uma mulher qualquer, Emir. Antes de eu chegar, ela conseguiu pegar a arma de Lionel e apontou para ele, exigindo sair da mansão.

O semblante de Emir endureceu com a notícia.

— Essa mulher tem coragem. Mas isso a torna ainda mais vulnerável.

Assenti, passando a mão pelos cabelos em frustração.

— Ela não é uma mulher comum, e é por isso que não sei como contar a ela que é sobrinha do meu maior inimigo.

Antes que Emir pudesse responder, houve uma batida apressada na porta.

— Entre — ordenei, irritado.

Um dos seguranças entrou, hesitante, mas com o rosto alarmado.

— Senhor, a senhora Anny fugiu.

— Eles disseram que era ordem do Kemal, é o mesmo homem que matou sua mãe?

Os paramédicos chegaram em poucos minutos, levando Marc para o hospital. Enquanto isso, meu sangue fervia. Peguei meu celular e disquei o número que eu nunca quis usar.

— Boa noite, Miguel — a voz de Kemal soou do outro lado, cheia de deboche. — Ou devo chamá-lo de sobrinho? Melhor não, já que não irá se casar com a Anny novamente.

— Seu desgraçado! — gritei. — Onde ela está?

Ele riu, um som cruel e cheio de satisfação.

— Calma, calma. Ela está segura... por enquanto.

— O que você quer? — perguntei, minha voz carregada de ódio.

— O que eu queria, já consegui. Destruir sua vida por completo. Não há nada mais que você ame que possa ter. E se continuar interferindo nos meus negócios, sua família inteira vai pagar o preço. O tiro na perna do Marc foi só um aviso.

Desliguei sem dizer mais nada e saí dali como um furacão.

Cheguei ao galpão de Kemal com todos os meus homens. Não havia espaço para diplomacia, para negociações. Mandei incendiar tudo. Suas boates, seus depósitos, suas lojas. O cheiro de fumaça e destruição era um alívio para minha raiva.

Ele queria me destruir? Pois agora declaro guerra. E eu não pararia até que Kemal pagasse pelo que fez com Marc e por ter sequestrado a minha noiva.

continua...

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