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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 10

Melissa

Henry não sabe disfarçar quando algo o incomoda. No momento em que olhei para ele, já vi aquela expressão revoltada que ele lança sem medir as consequências. Não me importo tanto, mas o desconforto que isso causa nas outras pessoas me incomoda. Assim que viu Henry, Rômulo se despediu rapidamente.

— Meninas, foi bom conversar com vocês, e podem contar comigo para a festa. — Rômulo se levantou, nos cumprimentou com um beijo no rosto e se afastou, percebendo o olhar afiado de Henry, que, quando quer, realmente assusta.

— Fica tranquilo, Rômulo, o Henry não é louco de tratar ninguém mal na minha frente. — Bárbara comentou, enquanto Henry se aproximava de nós com sacolas nas mãos.

— Não quero problemas. — Ele respondeu, ciente da proximidade de Henry.

— Oi, Bárbara. — Henry lançou um olhar de reprovação para mim. — Cadê minha princesa, o amor da minha vida? — disse, pegando Mia nos braços como se não tivesse passado o dia inteiro com ela.

— Você não avisou nossa mãe que estava saindo, não? — Bárbara provocou.

— Eu não, sou de maior, maninho. E você, não trabalha mais, não? — respondeu, cheia de sarcasmo.

— Não. — Henry respondeu, seco, voltando sua atenção para Mia. — Como você está linda, minha princesa, tomou banho, está cheirosa. — Ele comentou enquanto entrava em casa com ela nos braços.

— Ele está uma fera! — Bárbara falou, batendo os pés e rindo.

— E você adora, né, Bárbara? Pelo amor de Deus. — Comentei, tomando um gole de cerveja.

— Você viu a cara que ele fez para o Rômulo? Deve estar irado por dentro. O velho ciúme de sempre. — Bárbara continuou, rindo.

— Ciúme ele deveria ter das mulheres que vai arranjar daqui para frente, não de mim. Eu estou vendo que essa convivência vai ser difícil. Como eu esqueço alguém que vem me ver todos os dias? — Falei, pensativa e frustrada. Já estou esgotada de vê-lo constantemente.

— Amiga, nada melhor do que outro amor para fazer você esquecer o antigo. — Ela sugeriu com um sorriso.

— Bárbara, eu mal saio de casa. E, além disso, não é tão fácil assim.

— Espere e veja. Essa balada vai ser um espetáculo, e eu vou te desencalhar. — Ela riu.

— Pare com isso, Bárbara. — Repreendi, pois ela é tão desprendida de tudo que, para ela, tudo é simples. Eu não consigo ser assim.

— Vamos só curtir, sem amarras. — Ela falou com tanta euforia que me deu vontade de desistir da balada.

— Você me dá até medo quando fica empolgada assim, Bárbara. Medo mesmo. Vamos entrar?

— Vamos, e eu vou soltar umas indiretas para o meu maninho. — disse, e eu já fiquei preocupada, sabendo o quanto ela e Henry são capazes de brigar quando começam.

— Não, Bárbara. Deixa quieto. Não quero mais mal-estar. Não tem motivo para você ficar discutindo com ele.

— Não vou discutir, mas é só ver que o Henry irresponsável está de volta. Mal se divorciou e já largou o trabalho. Dona Elisângela deve estar se descabelando. Bem feito; quem mandou infernizar tanto? Só vi Henry agir como homem ao seu lado, amiga. Antes, ele era um irresponsável completo, e dona Elisângela que aguente agora.

— Você fala como se ela não fosse sua mãe. — Comentei, tentando evitar mais polêmica.

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