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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 9

Melissa

Henry está testando minha paciência. Ele realmente pensa que pode marcar território aqui, como fez quando viu Rômulo no portão. Não sei qual a graça que ele encontra nessas provocações.

Mais tarde, dei banho na minha pequena, e logo ouvi a campainha tocar, seguida dos gritos inconfundíveis da tia louca da Mia, Bárbara, entrando porta adentro.

— Melissa, cadê minha lindeza? Melissa! Não me faça essa menina dormir, ou eu acordo ela! — Bárbara gritou da sala. Quando ela estava prestes a subir, eu e Mia aparecemos no topo da escada.

— Deixa de ser doida, mulher! Olha aqui sua princesa, toda cheirosa. — Falei enquanto descia as escadas com Mia nos braços. Ainda me perguntei onde estava Henry, já que ele não estava na sala. Será que foi embora?

— Ai, meu Deus, olha essa fofura! Vem com a tia, minha princesa! — Ela abriu os braços, e Mia logo sorriu contente. — Não me dê esse sorriso, ou vou te morder! — Bárbara pegou minha pequena no colo e fomos nos sentar.

— Comprei cada look para ela, Bárbara, você vai amar. — Comentei, tranquila, enquanto ela jogava Mia para o alto, rindo.

— Sério? Ah, estou louca para o feriadão! Vamos nos mandar daqui, mas hoje ainda temos nossa baladinha, e espero que não seja a primeira e última, hein. — Sorri, contagiada pelo entusiasmo dela.

— Vai ser bom distrair. Pelo menos, é o que espero.

— Já pensou? Feriadão longe de tudo, só nós!

— Feriado numa sexta-feira... Que bênção! Esse descanso veio na hora certa; estou precisando de novos ares. — Falei, pensativa.

— E o vizinho gato está ali fora. Vamos lá dar um oi para aquele gostoso. — Bárbara disse, me fazendo rir.

— Para de ser sem vergonha, Bárbara! Falando nisso, o que você estava falando com o garçom quando eu saí? — perguntei, curiosa. Ela fez uma careta e escondeu o rosto atrás de Mia.

— Chamei ele para a balada, oras. Só conhecendo gente nova, você sabe como sou. — Olhei para ela, incrédula.

— Você é espontânea demais, Bárbara! Queria ser um pouco assim; talvez sofresse menos. — Comentei.

— Ah, você tinha que ser mesmo! Você é linda, independente, um mulherão da porr@a. Não aceito te ver choramingando!

— Eu sei disso, mas tenho que pensar que tenho um bebê. Ela vem em primeiro lugar, você sabe disso. E não aja nessa balada como se eu fosse uma encalhada, ouviu bem? — Ela fez uma careta de tristeza. — Responde, Bárbara. Te conheço bem.

— Tá bom, tá bom! Mas posso ser sincera? — Assenti. — Se depender de você, vai ficar encalhada mesmo, amiga. Conheço você. Sua vida é a Mia, e você vai cuidar dela como se fosse tudo. Sei que é difícil pensar em novos amores agora, mas você tem que se permitir viver um pouco.

— Me conhece bem, né? — Sorri.

— Conheço. Sempre colocou sua filha em primeiro lugar, e isso é lindo. Mas você também precisa viver, gata. Agora vamos sentar lá fora, porque preciso observar aquele gatinho do seu vizinho. — Disse, animada.

— Bárbara, a mãe dele vai nos matar com o olhar.

— Ela que tente! Se quiser implicar, eu topo. Ainda viro nora dela só para dar nos nervos daquela víbora, igual você fez com minha mãe. — Rimos juntas, e ela acrescentou: — Te amo, amiga!

Sentamos lá fora, com alguns petiscos e cerveja. Para Bárbara, isso já era um "esquenta" para a balada à noite.

Bárbara ama essas reuniões. Na casa dela, mal se pode espirrar, já que Elisângela odeia barulho. Bárbara é a única que ousa falar alto e ouvir música por lá, e quando Elisângela viaja, ela aproveita para dar suas festas. Vimos Marli, minha vizinha, sentada com o marido e o filho, e Bárbara chamou Rômulo para se juntar a nós. A mãe dele olhou torto quando o viu sentar ao meu lado; ela deve morrer de medo de eu me tornar sua nora. Mas para a sorte (ou azar) dela, Rômulo nunca fez meu tipo.

— Fique à vontade, gatinho. Bebe uma cerveja, come uns petiscos e, se possível, nos mostre esse abdômen trincado. — Bárbara falou, e Rômulo riu, me lançando um olhar.

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