Melissa
Deus tem sido imensamente generoso comigo. Nunca imaginei que viveria um momento tão pleno como o que estou vivendo agora. Sinto-me realizada, não apenas em termos financeiros e amorosos, mas em todos os aspectos da vida. Às vezes, a felicidade que carrego parece tão grande que acho que vou explodir. É como se meu coração transbordasse de gratidão.
Sabe aquela sensação de que nada pode te abalar? É exatamente isso que sinto desde que eu e Henry reatamos nosso casamento. Claro, eu sou realista. Sei que a vida não é perfeita e que ninguém é isento de erros, mas acredito que os erros servem para nos ensinar. Sempre quis alguém que estivesse disposto a aprender com as falhas e mudar verdadeiramente, e o Henry tem sido essa pessoa. Ele se tornou um homem ainda mais carinhoso, atencioso e amoroso. E como pai, ele continua sendo impecável. Essa transformação não mudou apenas ele, mas também a mim. Juntos, estamos melhores.
Quando ele me deixou na loja hoje, pude sentir o olhar dele me seguindo. Ele está se acostumando a me ver mais em casa, mas eu gosto de manter minha independência. Sempre valorizei minha carreira e as responsabilidades que vêm com ela. Trabalhar me traz um prazer único. Estar na loja, ver meu sonho crescer e prosperar, me enche de orgulho e motivação. Mesmo que o Henry brinque dizendo que isso é coisa de "louca", eu sei que é aqui onde eu me encontro.
Assim que entrei na loja, cumprimentei minhas vendedoras. É maravilhoso ver como tudo está exatamente como sonhei. Ou melhor, como está ainda mais perfeito do que sonhei. Durante o dia, fiquei no andar de cima organizando algumas coisas com a Luana. Antes de fecharmos, desci para atender alguns clientes. Amo esse contato direto. É ali, no meio das pessoas, que me sinto conectada ao propósito da minha loja.
Hoje, tínhamos o balanço da loja para fazer, mas quis liberar as meninas mais cedo. Sei como um descanso extra pode ser valioso. Antes de irem, fizemos um lanche juntas e aproveitamos para conversar. A Luana, toda eufórica com o casamento que está chegando no sábado, era o centro das atenções.
— Está toda animada, hein, Lu? É amor demais no ar. — comentou uma das meninas, arrancando risadas do grupo.
Luana não parava de sorrir. Planejaram esse casamento por dois anos, e agora estava tão perto. A admiração que sinto por ela e pelo noivo é imensa. Eles souberam esperar, construir uma base sólida antes de dar esse passo. Lembrei-me, então, de como o meu casamento com Henry foi rápido, impulsivo, sem tanto planejamento. Erramos, sim, mas aprendemos com cada falha, e hoje isso nos fortalece.
— Meninas, estou louca de felicidade! Não acredito que está tão perto. Sonhei tanto com esse momento, mas acho que meus pais estão ainda mais emocionados do que eu. Meu pai até chorou quando me viu provando o vestido. — contou ela, com os olhos brilhando de emoção.
Essas palavras mexeram comigo. Lembrei-me de que não tive o prazer de ter meu pai segurando minha mão e me levando até o altar. É uma memória que me falta, mas fico feliz por ela viver esse momento.
— Seus pais devem estar muito orgulhosos, Lu. Deve ser emocionante ver a filha se casando e ainda ter a honra de levá-la ao altar. É um sonho que eles também estão realizando, né? — comentei, sentindo um nó de saudade no peito, mas também uma enorme alegria por ela.
— E o seu noivo, Lu? Como ele está? — perguntou uma das meninas, rindo.
— Amiga, ele está muito mais ansioso do que eu! Está contando os segundos. Já tem tempo que lutamos por tudo isso, e agora, finalmente, vamos começar a nossa vida no nosso próprio cantinho. Não tem nada melhor do que casar e ter o nosso lugar.
— Vocês fizeram tudo tão bem pensado, com calma e paciência. É admirável. O amor de vocês é inspirador. — disse, genuinamente tocada pela história dela.
Logo, uma das meninas interrompeu:
— Chefinha, tô liberada? Já tá na minha hora!
— Kkk, é claro que estão, Cléo. Podem ir, mas não se esqueçam do casamento da Lu, hein? Quero todas vocês lá, sem falta.
— É claro! Ou ela nos esgana. — riu uma das minhas vendedoras enquanto elas se despediam, deixando apenas eu e Luana.
— Amanhã você está oficialmente liberada, nem em sonho apareça por aqui, entendeu? — falo, puxando-a para um abraço.
— Sério, Mel? Sei que faço falta aqui. Se precisar, eu venho.
— Nem que eu feche a loja, você não vem. Vai curtir e terminar os preparativos do casório. Entendido?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do fim... Um recomeço para o CEO