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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 146

— Renata! NÃOOOO, NÃO FAZ ISSO, POR FAVOR! — Minhas palavras saíram como um grito sufocado, minha voz embargada pelo pavor. Coloquei as mãos na boca, tentando controlar o tremor que tomava conta de mim.

— ENTÃO SAIA, SUA CACHORRA, OU TE QUEIMO AÍ DENTRO! — A raiva de Renata era tão intensa que parecia uma chama viva. Meu coração batia descompassado enquanto tentava pensar em algo, mas o pânico me congelava. Não havia como pular de uma altura de nove metros sem nada para amortecer a queda. — Vou contar até cinco. Se não sair, te incendeio aí dentro! — Ela ameaçou, e começou a contagem.

No "um", destranquei a porta com mãos trêmulas e saí correndo, encostando-me à parede mais próxima, meu corpo inteiro pulsando de medo.

— Agora, sim, mostrou que não é tão covarde. — Ela se aproximou devagar, com o galão de combustível nas mãos.

— Por favor, pare! Estou me sentindo mal… — Implorei, minha voz fraca e entrecortada.

— Implore pela sua vida. — O sorriso cruel em seu rosto me deixou arrepiada. Mas, ao mesmo tempo, percebi um movimento lá embaixo. Alguém tinha conseguido invadir a loja. Então ouvi passos atrás da porta do banheiro. Era Henry. Ele estava ali.

— Eu… eu imploro… — Disse, tentando ganhar tempo, minha mente em um turbilhão. De repente, Henry entrou correndo. Renata, ao vê-lo, avançou em minha direção, derramando o combustível sobre mim. A roupa grudava na minha pele, o cheiro me fazia engasgar.

— Fica aí ou eu a incendeio! Não estou brincando! — Ela gritou, e Henry parou no mesmo instante. Ele ergueu as mãos, seu olhar fixo em mim, como se quisesse me transmitir segurança. Seus olhos, embora vermelhos e aflitos, me deram um fio de esperança. Ele me lançou um olhar que dizia: "Estou aqui." Lábios trêmulos, movi-os suavemente para que ela não percebesse.

— Te amo. — Disse sem som, e ele assentiu levemente.

— Solte-a, Renata. Por favor. Faça o que quiser comigo, mas deixe ela em paz. Não machuque ela, ela está grávida. — Sua voz carregava um desespero genuíno, mas Renata reagiu com fúria.

— Maldito! Como tem coragem de me pedir isso? Depois de tudo o que você fez comigo, Henry! Você destruiu minha vida! Acabou com os meus sonhos! Não tenho mais nada a perder! — Gritou, sua voz quebrando em um misto de ódio e dor.

— Então desconta sua raiva em mim, porra! — Ele gritou de volta, sua voz grave e carregada de emoção. O tom me assustou.

— Eu te odeio! EU TE ODEIO! — Ela berrou, deixando o galão cair ao chão e partindo para cima dele. Henry a segurou pelos braços, tentando imobilizá-la. A cena parecia um pesadelo.

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