Entrei no banheiro devagar, tentando não fazer barulho.
Mas Renata me viu antes que eu pudesse agir. Seus olhos me fitaram com um brilho de insanidade, e ela correu em direção a Melissa, jogando combustível sobre ela.
Ela quer morrer pelas minhas mãos, só pode.
Tentei me manter calmo, mesmo com o coração disparado, enquanto minha mente gritava em alerta. Quando vi que Melissa estava bem, apesar de exausta, minha prioridade foi tirar a Renata do nosso caminho de uma vez por todas. Usei a raiva dela contra ela mesma, provocando-a. Aquele sangue no rosto dela era um lembrete do caos que havia causado.
Renata partiu para cima de mim, cega de ódio, exatamente como eu esperava. Segurei seus braços com firmeza, imobilizando-a. Ela se debatia, mas eu sabia lidar com suas loucuras. Olhei para Melissa, que estava de joelhos, visivelmente esgotada. Apesar de sua condição, pedi que saísse dali. Eu sabia que ela detestava violência, e o que eu estava prestes a fazer não era algo que ela aprovaria.
Assim que Melissa se afastou, algo dentro de mim se quebrou. A raiva me consumiu. Era como se anos de frustração e medo explodissem em um único momento. Enfiei as mãos no pescoço de Renata, apertando com tanta força que sentia o calor do ódio queimando em mim. Queria vê-la pagar, sentir sua vida escapar diante de meus olhos.
Ela se debatia, tentando soltar minhas mãos, mas sua fraqueza só alimentava meu desejo de vingança. Os olhos dela se arregalaram em desespero, e eu podia ouvir seus sussurros de pedido de socorro. Mas eu não queria parar. Tudo o que ela havia feito, todo o sofrimento que causou... Eu queria acabar com ela ali mesmo.
Foi Melissa quem tentou me trazer de volta à razão, mas suas palavras soaram distantes, abafadas pela minha fúria. Só quando percebi os policiais entrando é que recuperei um fragmento de consciência. Soltei Renata, vendo-a cair no chão, desfalecida. Meu peito subia e descia descontroladamente enquanto o ar entrava e saía de forma pesada.
Olhei para ela, caindo em si do que quase havia feito. Ela merece pagar, mas não assim. Não com minhas mãos. Respirei fundo, tentando me acalmar.
Melissa, trêmula e tossindo, se aproximou de mim. O terror em seus olhos me partiu o coração.
— Perdão, amor... Me perdoa por te fazer passar por isso. — Abracei-a com força, como se pudesse protegê-la de todo o mal do mundo. Ela se agarrou a mim, mas continuava tossindo, e minha preocupação aumentava.
Os policiais se aproximaram, mas foi o pedido de ajuda para Renata que me fez perder a cabeça novamente.
— Quem precisa de ajuda é minha esposa! Essa desgraçada provocou tudo isso, deveria ter morrido queimada! — Eu gritei, incapaz de me conter.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do fim... Um recomeço para o CEO