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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 19

Henry

Acabei pegando no sono na cama da Melissa. Até estranhei, já que faz tempo que não durmo assim tão facilmente; ando com muita insônia e, muitas vezes, recorro à bebida para "apagar." Essa tem sido minha realidade desde que minha vida passou por uma mudança tão brusca.

Mia já dorme a noite toda há tempos; ela é muito tranquila no conforto de casa, adora seu berço e aprendeu cedo a dormir bem. Nem à noite minha pequena dá trabalho. Acho que ela puxou a mãe, já que Melissa também é calma, ao contrário de mim, que sou ligado no 220.

No meio da noite, ouvi um barulho de música. Sou assim, acordo fácil, já que meu sono anda leve. Olhei para o berço e vi que Mia dormia profundamente. Ainda deitado, olhei o celular: já eram 4h da manhã. Esfreguei os olhos.

Levantei e fui até a janela do segundo andar, vendo uma caminhonete parada na porta de casa com a porta aberta e som alto. A raiva subiu. Nunca passamos por esse tipo de situação. Seria algum vizinho folgado? Fiquei tentado a descobrir quem estava com essa graça bem na frente da minha casa.

Ainda não sabia se Melissa já tinha voltado. Ela não estava na cama, mas talvez tivesse me visto no quarto e ido para outro. Antes de descer para resolver o que estava acontecendo, fui verificar os outros dois quartos. Abri as portas e olhei em cada um, mas Melissa não estava.

“Merda, será que é ela no portão?” — Pensei alto. Desci as escadas rapidamente. O tempo estava fechado, e eu já previa chuva nas próximas horas. Estava frio; nada extremo, mas suficiente para me dar um choque térmico ao sair do calor de dentro de casa.

Fui direto até o portão, pensando que poderia ser Melissa chegando, e era. Mas o maior choque foi ver a cena: Melissa e um homem se beijando. Era tudo o que eu não precisava ver. No susto, minha voz saiu grossa e agressiva.

— MELISSA! — Gritei, assustando ambos. O cara olhou para mim e ficou claramente surpreso. Arregalou os olhos e a soltou imediatamente, fazendo com que ela se desequilibrasse. Minha vontade era quebrar a cara dele, mas percebi que ela estava prestes a cair e a segurei.

— Henry! — Ela me olhou surpresa, seus olhos moles, assim como a voz. — O que faz aqui? — Perguntou com a voz embargada. Ela estava embriagada, e minha raiva aumentou. Na minha cabeça, só pensava que o safado estava tentando se aproveitar dela.

— Quem é você, e o que faz com ela? — Perguntei, rude, colocando os braços dela ao redor do meu pescoço. Ela ainda tentou me afastar, mas foi em vão.

— Calma! Sou Lennon, amigo dela. Cara, você está entendendo errado. Deve ser o ex dela, eu… — Antes que ele terminasse, interrompi.

— Amigo? Amigo que tenta se aproveitar da bebedeira? Seu filho da puta! Vou te avisar só uma vez: fica longe dela! — Falei entre os dentes. Eu segurava Melissa, que estava ainda mais mole. Se ela estivesse bem, já teria detonado a cara desse palhaço. Estava frio, mas eu suava de raiva, enquanto a pele dela estava gelada. Ela ergueu o rosto, me olhando, e colocou o dedo no meu lábio, tentando me calar.

— Henry… você não era pra estar aqui. — ouvi a voz dela, mais embargada do que eu imaginava. Doía pensar no que poderia ter acontecido se eu não estivesse ali, e a raiva me dominava.

— Cara, ao invés de discutir, deixa eu levar ela para dentro. — Ele segurou a mão dela, mas eu o empurrei com força, fazendo-o sair desequilibrado para fora do portão.

— Tire a mão dela, ou acabo contigo, entendeu? — Abracei Melissa e a segurei ao mesmo tempo. Ele levantou as mãos.

— Calma, cara. Tá tudo bem, não toco nela. Sou da paz. — Ele se afastou, e eu apontei o dedo na cara dele.

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