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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 20

Melissa

Acordei cedo, como de costume, mas minha cabeça parecia que ia explodir. Nunca senti minha cabeça doer tanto. Suspirei e tentei me levantar da cama, mas o mundo girou.

— Mandei muito mal. Não devia ter bebido tanto — murmurei, sentando na cama e notando que estava no meu quarto. Olhei ao redor, surpresa; mal sei como vim parar aqui.

Agora é tarde para reclamar. O que foi feito, feito está, como diz minha mãe. Levantei e fui até o berço. Sorri ao ver minha pequena princesa, mexi em seus cabelos, e ela começou a acordar.

Fui até o armário pegar uma troca de roupa. Não vou à loja hoje, então tratei de avisar minha gerente. Peguei o celular e, ao ligar a tela, vi que estava aberta em uma mensagem da Bárbara, mas não lembro de ter visto essa mensagem. Bem, quase não lembro de nada da noite passada, mas minha barriga reclamava de fome.

Avisei a gerente e peguei minha roupa para tomar banho. Mia ainda se mexia no berço; ao me aproximar, passei a mão em seu rostinho, acordando-a de vez.

— Cadê a princesa da mamãe? — Perguntei, vendo o sorriso preguiçoso dela. Dora bateu na porta, chamando minha atenção.

— Pode entrar, Dora. — Ela entrou.

— Bom dia. Achei que o Sr. Stuart ainda estivesse aqui — comentou, me deixando confusa.

— O Henry? Não, ele não está. — Olhei para minha cama, como se pudesse encontrá-lo ali. Alguns flashes da noite passada vieram à mente, mas me lembro de muito pouco. — Bebi demais, Dora. Mas agora eu e a Mia vamos tomar um banho bem relaxante. — Peguei minha pequena.

— Está bem. O café da manhã já está na mesa.

— Obrigada, Dora, já descemos — disse, entrando no banheiro com Mia. Tentava lembrar de algo da noite passada, e uma parte de mim suspeitava que não cheguei sozinha ao meu quarto. Mas dou graças por não ter acordado com Lennon ao meu lado; seria a maior burrada, e eu não saberia como lidar com isso.

Após o banho, vesti Mia com uma roupa quentinha, já que estava chovendo e o clima estava fresquinho, perfeito para tomar um chá e ficar grudada na minha pequena.

Desci com Mia nos braços após o longo banho. Ainda sentia um leve mal-estar; minha cabeça estava ruim, mas fazia questão de dar atenção total à minha pequena. Descemos para o café da manhã no horário de sempre, já que Mia tem uma rotina que respeito e não me atrevo a mudar.

Dora estava tomando café, como de costume. Sentei-me com ela, colocando Mia em sua cadeira de alimentação.

— Dora, me tira uma dúvida?

— Claro, senh... — Olhei para ela com um olhar semicerrado, e ela sorriu. — Claro, Melissa — respondeu simpática.

— O Henry levou a Mia para ver o avô. Eles voltaram tarde? Ele foi embora assim que a trouxe de volta? — Perguntei, curiosa. Tento me desligar de Henry, mas tem sido praticamente impossível.

— Sim, chegaram tarde. Eu os recebi quando chegaram, mas ele ficou com a pequena. Não vi a hora que ele foi embora, então imaginei que ele estivesse no quarto — disse ela, um pouco tímida por achar que ele ainda estava aqui.

— Estranho. Tenho uma vaga lembrança da noite de ontem, mas não me lembro de como cheguei ao quarto.

— Não foi a Bárbara? — Ela perguntou, e já me recriminava por ter bebido tanto a ponto de não lembrar.

— Não, não foi. Me lembro de deixá-la em casa. Quem me trouxe foi um amigo, mas não lembro nem de ter chegado aqui. Minha mente sofreu um apagão. Nunca mais bebo assim — disse, balançando a cabeça.

— Você é fraca com bebidas. Não é bom mesmo abusar — Dora alertou, e me lembrei de Henry e seus sermões.

— O Henry sempre me dizia isso e sempre me controlava, mas ontem não tinha quem me desse um basta, e acabei bebendo demais — comentei, amassando frutas para minha pequena. Ela adora uma fruta no café da manhã, além das bolachinhas de maisena que gosto de amassar no leite. Quero minha pequena forte. Mia tem uma estatura menor do que outras crianças de sua idade, o que sempre me preocupa, mas a médica diz que ela está em perfeita saúde. Seus exames são excelentes, e isso me ajuda a não ficar tão neurótica.

Após dar o lanchinho para minha pequena, comi dois pedaços de bolo e umas bolachinhas, mas meu estômago ainda reclamava. Ressaca é algo de que me arrependo; meu corpo estava dolorido, como se tivesse sido atropelada, mas sigo firme.

Sentei-me no sofá com Mia, brincando com ela, quando meu celular tocou. Até pensei que fosse Henry, mas era Bárbara.

Ligação

— Amiga, tá viva?

— Não está confirmado, mas acho que estou. Nossa, que ressaca horrorosa — reclamei.

— Mel, Deus é mais, tô vomitando as tripas.

— Ai, Deus. Vem aqui em casa, faço um chá para você. Tô fazendo um para mim também, daqueles que levantam até defunto. — Ela riu, mas dava para notar que sua voz estava fraca.

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