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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 52

Após devorar alguns pedaços generosos de bolo, Henry passou pela porta do meu quarto com Mia no colo. Ele me lançou um olhar rápido antes de seguir para o quarto dela. Continuei mexendo no notebook, mas não demorou muito para ouvir as músicas infantis vindo do quarto ao lado. Mia estava começando a se interessar por essas músicas, prestava atenção em cada detalhe dos vídeos animados, e Henry adorava colocá-los para ela. Ele se divertia tanto quanto ela, que ficava toda agitada. Enquanto ouvia as risadas e os barulhinhos do outro quarto, um misto de sentimentos me invadia: sentia-me segura com ele por perto, mas também absurdamente tentada.

Enquanto isso, Bárbara, sempre curiosa, enviava mensagens incessantes querendo saber de tudo. Ela queria detalhes sobre o que estava acontecendo e, principalmente, sobre o motivo de Henry estar aqui. Decidi brincar um pouco, alimentando sua curiosidade e deixando-a ainda mais eufórica. Ela mandava áudios hilários, e eu ria sozinha. Mas como adoro provocá-la, soltei algumas insinuações para apimentar ainda mais as coisas.

APP ON

— A disputa está acirrada, amiga. Mas a Cristal está com vantagem sobre a Renata, chuchu. Tá cheia de papo com ele, tentando se aproximar. Certeza que já está toda eufórica com a moral de ser gerente da loja e ficar o dia todo ao lado dele. — Enviei, e Bárbara respondeu com um áudio gargalhando.

— Amiga, se você quiser, ele não tem para Renata, pior ainda para Cristal. Agarra seu homem! Não deixa essas piriguetes chegarem perto, não. Elas querem ele soltinho, mas olha onde ele está agora, fia. Ele é seu, basta você estalar os dedos e elas ficam chupando dedo de novo. — Sorri, achando graça na motivação dela.

— Não é assim, não. Ele tem a vida dele.

— Fala que ele não dá em cima de você? Amiga, até hoje me sinto uma vela quando estou com vocês. Juro! Mas quer saber? Eu preciso apagar minha vela e dar o fogo pra vocês, porque é isso que tá faltando! Ficam flertando com olhares maliciosos e indecentes, me deixando sem graça. Me sinto atrapalhando a foda de vocês.

— Bárbara, para com isso! — Respondi, rindo.

— Não, você precisa ouvir! Deixa de bobeira. A Renata já se queimou totalmente com ele, e a Cristal não tem a menor chance diante de você.

— Será que ainda tô com essa bola toda?

— Só você tem essa dúvida, querida. Coloca sua melhor lingerie e agarra seu homem!

— Vai vir aqui hoje?

— Óbvio que não! Tá louca.

— Boba.

— Sou esperta. E outra coisa: para de só flertar. Coitado do meu mano. Pelo que você disse, ele tá todo preocupado.

— Preocupado ele sempre foi.

— E tá cuidando de vocês, Mel. E, olha, se estiver com medo de tudo dar errado, fala que foi só uma transa e nada mais, kkk. Vai por mim, ele sabe bem o que é isso.

— Não sei por que peço conselhos a você, rsrs.

APP OFF

Depois dessa conversa com Bárbara, que era sempre um show à parte, voltei a prestar atenção nos sons vindos do quarto ao lado. Os gritinhos de Mia ecoavam e, no meio disso, suas gargalhadas. Era tão gostoso ouvir aquilo que decidi ir até lá para ver o que estavam aprontando.

Abri a porta e me deparei com uma cena que me tirou o ar. Henry estava sentado no tapete, sem camisa, todos os músculos à mostra. Fazia um bom tempo que não o via tão à vontade. Mia estava no colo dele, rindo como se aquilo fosse o melhor momento do mundo. A visão era linda, mas também um verdadeiro teste para a minha sanidade. Ele parecia tão natural, tão irresistível, que precisei me lembrar de respirar.

Ah, Deus, tenha piedade de mim!

Mia estava deitada no tapete, de barriga para baixo, enquanto Henry a incentivava a engatinhar. Ela tentava, mas acabava esperneando e parecia não saber se sorria com ele a chamando ou se reclamava por estar naquela posição. Era uma mistura de fofura e teimosia que me fazia rir.

— Que fofura essa neném. — Comentei, agachando-me para pegá-la do chão. Henry me olhou, mas não disse nada. Pegou a camisa e começou a vesti-la, como se eu tivesse interrompido algo. Abracei Mia com força, beijando sua cabecinha. — Não precisa, fique à vontade. — Acrescentei, tentando disfarçar o impacto que a visão dele sem camisa tinha em mim.

— Vou poder dormir no quarto? — Ele soltou uma direta, sem vergonha nenhuma. Aquelas palavras me atingiram em cheio.

— Fique à vontade, mas sem abusar. — Respondi, tentando manter a compostura. Ele ergueu as mãos, como se fosse inocente.

— Posso pelo menos tomar um banho? — Perguntou, com aquele sorriso travesso.

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