Barbara
Ricardo e eu decidimos ir a um bar para nos distrair. Ao chegar, notei que havia um show ao vivo, o que me agradou bastante. Sentamos em uma das mesas, e reconheci um dos músicos como um velho amigo. Para minha surpresa, avistei Lennon em outra mesa, acompanhado de uma mulher muito bonita. Ele nos viu, e acenei em cumprimento. Lennon se aproximou, sempre simpático e perfumado.
— Bárbara, que surpresa — disse ele, beijando meu rosto.
— Oi, Lennon. Surpresa estou eu; sempre venho aqui e não sabia que você também frequentava este lugar — respondi, enquanto ele olhava distraído para o palco.
— Na verdade, é minha primeira vez aqui. Fui convidado pela minha prima, que veio passar uns dias em São Paulo e já esteve aqui muitas vezes — explicou, voltando-se para Ricardo, que ainda não conhecia.
— Ah, meu Deus, que falta de educação a minha. Lennon, este é Ricardo, melhor amigo do meu irmão e meu amigo também. Ricardo, este é Lennon, ex-namorado da Mel. Acho que já ouviu falar do famoso Lennon — apresentei-os, notando que Lennon ficou sem graça diante de Ricardo.
— Olá, bom te conhecer. Meu amigo já falou de você — disse Ricardo, deixando Lennon ainda mais sem jeito.
— O ex-marido da Lissa? — perguntou Lennon, ainda usando o apelido carinhoso para Melissa.
— Lissa? — Ricardo questionou, confuso.
— É um apelido fofo dele para a Melissa, Ricardito. Sente-se conosco, Lennon — convidei, mas percebi que Ricardo não gostou muito. Lennon, mais sensível à situação, recusou educadamente.
— Obrigado, mas vou fazer companhia para minha prima. Avise à Melissa que em breve farei outra visita — disse ele.
— Está bem, até mais — despedi-me com dois beijos no rosto. Ele voltou para sua mesa sob o olhar incrédulo de Ricardo.
— Seu irmão vai ficar pilhado com esse "Lissa", não acha? — comentou Ricardo assim que me sentei.
— Ricardo, a Melissa tem um passado, meu bem. Meu irmão, querendo ou não, tem que entender isso — argumentei, tentando apaziguar.
— Mas é de se incomodar um ex ainda chamá-la por apelido. É até estranho; eu não faria esse tipo de coisa — retrucou ele.
— E você, como anda com as peguetes? — tentei mudar de assunto, sabendo que Ricardo é super amigo do meu irmão e que essa discussão seria em vão.
— Já falei que tô na minha; não levou a sério? — respondeu ele, enquanto a garçonete sorridente nos servia chopp e petiscos.
— Nossa, jurava que estava brincando. O Ricardão não está atacando as mocinhas indefesas? — provoquei, observando a garçonete se afastar. Ele sorriu, percebendo minha indireta.
— Você gosta, né, Bárbara — disse ele, sorrindo galanteador como sempre.

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