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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 79

Elisângela

A alegria da minha vida é passar o dia assim, com minha neta. Ela é a luz da minha casa e, se dependesse de mim, seria sempre assim. Mas sei que, enquanto eu e a mãe dela não nos entendermos, será impossível tê-la por perto com mais frequência. Não vou negar: sinto muita falta desse convívio. Nunca tive a oportunidade de estar tão próxima da minha neta, e isso também me faz sentir saudade do meu filho. Sempre fiz tudo pelos meus filhos e jamais imaginei que teria minha neta tão distante de mim. Meus filhos são a minha vida, e isso inclui minha neta. Por eles, ainda hoje, faço tudo.

Para minha felicidade, Bárbara me ouviu desta vez e trouxe Mia para me ver. Ela veio acompanhada da babá, mas não tenho do que reclamar. A babá é uma mulher muito discreta, quase não se percebe sua presença. Mesmo assim, vejo o quanto minha neta é apegada a ela. Foi um custo tirá-la de seus braços quando chegaram, mas, com carinho e paciência, consegui. Mia é minha pequena princesa, e por ela tenho toda a paciência do mundo.

— Como é linda a bebê da vovó, como se parece com o papai. — Disse, brincando com ela, que me respondeu com um sorriso. Nunca imaginei que teria netos tão cedo, mas Mia veio para alegrar nossos dias. Ela é tão sorridente. Só queria vê-la com mais frequência, já que meu filho só a traz aqui umas três vezes por semana.

— Mãe, ela não é a cara do Henry. — Bárbara comentou, distraída, enquanto comia suas besteiras de sempre. Nunca vi alguém gostar tanto de comer besteiras como ela.

— Parece, sim. Quando ele era pequeno, tinha os cabelos pretinhos e esse mesmo sorriso. É como ver o Henry bebê de novo. Minha vontade é ter você aqui todos os dias, minha princesa.

— Isso é difícil, mãe. Nem se você conversasse na boa com a Melissa isso daria certo. Ela tem a casa dela. — Bárbara respondeu, direta.

— Eu sei, Bárbara, mas se morássemos mais perto, o Henry poderia trazê-la mais vezes.

— Por que não para de tampar o sol com a peneira e admite que, se fosse mais amigável com a mãe dela, tudo seria mais fácil? — Bárbara jogou a verdade na minha cara, e eu, mesmo sabendo disso, relutei.

— Não seja inconveniente, Bárbara.

— A senhora que está sendo. Admita logo e deixe o orgulho de lado. Faça o seu filho feliz e tente se aproximar da mulher dele. — As palavras dela me atingiram. Sei que minha filha está certa, mas meu orgulho ainda me domina.

— Proponho mudarmos de assunto. Como você está? Vi o Ricardo saindo daqui de madrugada. O que aprontou? — Perguntei, tentando desviar o foco.

— Bebi demais, só isso. — Ela respondeu com desdém.

— Precisa ser mais responsável, Bárbara. Onde quer chegar sendo assim? — Suspirei fundo. Muitas vezes penso que, se eu morrer, meus filhos vão acabar morando debaixo de um viaduto, tamanha é a irresponsabilidade de ambos.

— Não planejo chegar a lugar nenhum. Eu bebo para me divertir.

— Já está na hora de começar a ter responsabilidade. Poderia trabalhar na empresa, ser diretora ao lado do Ricardo. O que acha? — Tentei fazê-la enxergar a realidade.

— Seria uma ótima companhia para bares e baladas, mas para a empresa, não. E saiba que não vou me submeter às suas rédeas. Não aceito.

— Por que age como se eu fosse sua inimiga, minha filha? — Perguntei, com tristeza. Sempre tento melhorar nosso convívio.

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