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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 80

Continuação Elisângela

Renata se sentou à minha frente. À primeira vista, parecia tranquila, mas suas palavras deixaram claro que algo estava fora do lugar. Conheço Renata há muitos anos, assim como sua família. Na verdade, nossas famílias têm laços antigos, e eu convivi com sua mãe por muito tempo. Sou sua madrinha de batismo e sempre tive um carinho especial por ela, tanto que a idealizei como minha nora. Mas agora percebo que isso foi mais um dos muitos erros que cometi. Precisava ser cautelosa, descobrir o que estava acontecendo e entender até onde essa história iria.

— Você e o Henry andam se encontrando, Renata? — Perguntei, tentando manter o tom neutro. Ela apenas sorriu, confusa.

— Por que a pergunta, madrinha? Não entendi. — Respondeu, esboçando uma tranquilidade que parecia ensaiada demais.

— Pelo jeito que falou sobre ser madrasta da minha neta, fiquei sem entender. Não vejo propósito nisso se vocês não têm nada e nem andam se encontrando. — Tentei ser razoável, mas estava atenta às suas respostas.

— Sigo a sua idealização, madrinha. Sempre fui a nora perfeita para sua família, como a senhora mesma deixou claro tantas vezes. Mesmo que tenha mudado de postura por um tempo, espero que agora perceba que sempre fui eu quem esteve ao seu lado. — Disse, com um tom calculado. — E percebo como a senhora fica abalada ao ver Mia ir embora. Sabe, até tenho uma tática para trazer sua neta para mais perto. — Acrescentou, deixando-me confusa e ainda mais atenta.

— Como assim? Não entendi. — Perguntei, tentando esconder minha preocupação.

— Quando eu estiver casada com o Henry, vamos entrar na justiça para conseguir a guarda da Mia. Sei o quanto ele ama aquela princesa, e a senhora também… — Antes que terminasse, interrompi.

— O que é isso, Renata? Pegar a guarda da Mia? Meu filho jamais faria isso. Isso é loucura! Esqueceu que sou mãe? — Questionei, chocada.

— Se a senhora ama tanto sua neta, há de concordar que ela merece uma criação melhor. Melissa não é uma boa mãe. Preocupa-se mais com a loja dela do que com a filha. Pode ter certeza de que, quando Mia começar a falar, vai chamar a babá de mãe em vez da Melissa. — Disse, como se tivesse plena certeza do que falava.

— Você não convive com elas, então por que fala como se soubesse de tudo? — Retruquei, já irritada.

— É fácil deduzir. O negócio da Melissa só cresce, está em evidência. Quanto mais sucesso ela tem, mais trabalho e menos tempo sobra para a filha. E, pelo que sei, até a localização da loja dela vai mudar. — Disse, deixando-me surpresa.

— Como sabe disso? — Perguntei, desconfiada.

— Tenho meus meios, minha sogra. — Respondeu, com um sorriso forçado. A paciência que eu ainda tinha estava se esgotando. Decidi confrontá-la diretamente.

— Renata, chamei você aqui para saber se estava mesmo ameaçando o Henry. Pelo visto, nem preciso perguntar.

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