— Saia! Saia! Saia daqui! — Daniel gritou como um louco.
A cuidadora bufou ao ver a cena.
— Tsc! Se não fosse pelo salário alto, você acha que eu cuidaria de você? Eu tenho preguiça até de pisar aqui dentro! Aleijado maldito!
Ao sair, a mulher deu de cara com Helena e sua mãe.
— Quem procuram? — A cuidadora indagou.
Amanda respondeu:
— Minha senhora, viemos procurar o jovem da família Silveira.
Aquele aleijado ainda tinha amigos?
A cuidadora achou estranho, pois trabalhava ali há um ano e ninguém nunca havia procurado por Daniel.
— Quem são vocês? O que querem com ele? — A mulher perguntou desconfiada.
— Ele é o noivo da minha filha. Viemos vê-lo.
A cuidadora já tinha ouvido falar disso, mas achou que a garota à sua frente estava arruinada.
Ter um noivo assim era um fardo.
— Podem entrar! — A mulher não se importou.
Assim que Helena e Amanda entraram, sentiram um cheiro podre e muito forte.
Elas não conseguiram evitar e cobriram o nariz.
— Por que fede tanto? — Amanda não entendeu.
Seu marido também era paralisado, mas ela o limpava com frequência e a casa nunca cheirava mal.
— Saia! Saia! Não mandei você sair? — A voz rouca de Daniel ecoou, pensando que a cuidadora havia entrado novamente.
Amanda levou um susto.
— Que susto, esse temperamento... parece que não é muito bom... — Amanda disse, receosa.
No entanto, Helena parecia muito calma.
Ela se aproximou e olhou para o homem na cama.
O rosto estava abatido, as feições fundas e ele parecia esquelético; o cabelo estava muito comprido, sinal de que ninguém cuidava dele há muito tempo.
Estava completamente desleixado.
Ao ouvir o som de sua fúria, ela sentiu que a situação não era das piores, já que ele ainda tinha forças para gritar tão alto.
Disse ainda que ele era um sapo querendo comer carne de cisne e que ela jamais se casaria com ele.
Ele se lembraria daquele dia para sempre.
Aquela mulher cruel e a garota à sua frente eram duas pessoas completamente diferentes.
— É o seguinte, Sr. Silveira: aquela era falsa. Trocamos os bebês no passado. A Emília já voltou para os pais biológicos dela. Agora, a Helena que você vê é a nossa filha biológica, então a pessoa com quem você realmente tem um noivado é ela.
Daniel ficou em silêncio.
Ele não estava interessado nessas histórias melodramáticas.
— Digam logo, o que vieram fazer? Vieram me avisar também? Para que eu desista do noivado e pare de sonhar alto?
Helena olhou para ele e disse calmamente:
— Eu vim para salvar você.
Me salvar?
Antes que Daniel pudesse reagir, Helena levantou o cobertor dele.
— O que você está fazendo! — Daniel ficou furioso.
— Salvando você. Se eu não olhar, como vou salvar?

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