Sua fisionomia era severa, do tipo que não sorri e é extremamente calculista.
Entretanto, a região entre as sobrancelhas lembrava muito Rafael.
— Ora, cunhada, finalmente você chegou! Nos fez esperar bastante!
Quem falou foi Adelina Gomes, a esposa do segundo filho.
Amanda disse, tentando agradar:
— Eu... eu peguei um ônibus e houve engarrafamento, por isso me atrasei.
— Mãe, estes são vegetais frescos que trouxe de casa para vocês. Foram colhidos hoje cedo, são muito frescos, sem agrotóxicos, bons para a saúde...
Amanda apresentava os itens à velha senhora, tentando ser gentil.
Inesperadamente, outra mulher a interrompeu.
— Cunhada, chega. Você está nos menosprezando? Acha que nossa família não tem dinheiro para comprar vegetais? Vem fazer uma visita e não traz um presente decente, para que trazer esse lixo! — Quem falou foi Laura Gomes, esposa do terceiro filho.
O restante da família Gomes ria disfarçadamente.
Amanda baixou a cabeça, sem saber o que dizer, parecendo muito humilhada.
— Muito bem, mordomo, leve essas coisas que ela trouxe lá para baixo, não suje o tapete. — A velha senhora falou.
Mas suas palavras causavam desconforto.
Eram todos farinha do mesmo saco!
Helena olhou para os tios e tias; todos usavam ouro e prata, mantendo uma postura arrogante.
Todas eram noras da família Gomes, então por que sua mãe não tinha nem um pingo de status?
Era um tratamento totalmente diferenciado!
O olhar da velha senhora pousou em Helena.
— Essa é a que você trocou e trouxe da família Nunes?
— Sim, esta é Helena. Helena, venha cumprimentar sua avó! — Amanda empurrou Helena para frente.
— Avó. — Helena chamou, relutante.
Fez isso apenas porque ela era uma anciã.
— Estes são seu segundo tio e segunda tia, e ali estão o terceiro tio e terceira tia!
Helena, no entanto, permaneceu parada.


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