— O que é uma esposa? — Benjamim Silveira perguntou, coçando a cabeça com confusão.
— Uma esposa é aquela que vai ter bebês com você e ficar do seu lado pelo resto da vida.
Benjamim deu um pulo de alegria.
— Eba! Eba! Que legal! Eu quero uma esposa! Eu quero que a moça bonita seja a minha esposa!
— Se é isso que você quer, então precisa ser um bom menino e obedecer a mamãe. A mamãe vai organizar o casamento de vocês agora mesmo. Assim que a cerimônia acabar, a moça bonita será toda sua.
— Oba, oba! Eu vou ter uma esposa! Eu vou ter uma esposa! — Benjamim comemorou, começando a girar em volta de Helena.
Ele deu tantas voltas que Helena começou a ficar tonta.
E ali mesmo, dentro daquela mansão isolada, Serena Mascarenhas Silveira estava prestes a oficializar o casamento de Helena com Benjamim Silveira.
O salão principal já estava todo decorado e preparado. Pelo visto, Serena já vinha orquestrando aquilo há muito tempo.
Benjamim também já havia sido vestido com um terno feito sob medida. À primeira vista, ele parecia um homem muito elegante. Os traços do rosto dele lembravam muito os de Daniel.
Na juventude, Serena era conhecida como a mulher mais deslumbrante da alta roda. Além disso, a família de Xavier tinha descendência europeia. Com uma genética daquelas, era óbvio que o filho deles seria muito bonito.
— Hihihi, eu tenho uma esposa! Eu tenho uma esposa! — Benjamim deu um sorriso largo e abobalhado.
Bastava ele abrir a boca para acabar com toda a elegância do terno.
— Helena, por causa das circunstâncias especiais, vamos fazer uma cerimônia simples hoje. Você e o Benjamim só precisam se ajoelhar e receber a minha bênção para selarmos o compromisso. — Serena anunciou.
Guiado pelas empregadas, Benjamim se ajoelhou no tapete. Helena não queria ceder, mas não tinha o controle do próprio corpo.
Uma das funcionárias pressionou levemente a parte de trás de seus joelhos, e as pernas de Helena falharam.
Elas forçaram seus ombros para baixo, obrigando-a a se ajoelhar ao lado de Benjamim.
Para completar o ritual, Benjamim entregou uma taça cerimonial de champanhe para Serena.
Serena bebeu um gole, radiante, e colocou a taça de lado.
— A partir de hoje, vocês dois são marido e mulher. Que fiquem juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. — Serena disse, transbordando satisfação.
— Senhor Benjamim, agradeça a sua mãe! — Carolina sussurrou para o rapaz, orientando-o.
— Obrigado, mamãe! — Benjamim disse, com o mesmo sorriso bobo no rosto.
— Mãe, como assim ela casou com o meu irmão? Você perdeu o juízo?
— Eu não perdi nada. Tudo isso foi feito porque ela quis. Se não acredita em mim, pergunte a ela.
Serena lançou um olhar ameaçador para Helena. Sabendo que as vidas de seus familiares dependiam daquilo, Helena sustentou a mentira.
— Sim. Fui eu quem quis casar com o Benjamim Silveira.
Ao ouvir a confissão saindo da própria boca de Helena, Lucimar soltou uma risada carregada de deboche.
— E eu aqui achando que você era perdidamente apaixonada pelo Daniel! Pelo visto, a fila andou rápido! E você ainda por cima foi escolher logo o idiota do meu irmão para aplicar o golpe!
Plaft!
Serena Mascarenhas Silveira acertou um tapa estalado no rosto de Lucimar.
— Mãe! Por que você me bateu?!
— Lave a sua boca antes de falar do seu irmão! Pare de chamá-lo de idiota! E preste muita atenção: a partir de hoje, a Helena é a esposa do herdeiro mais velho. Exijo que a trate com respeito!

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