Lucimar Silveira massageou o rosto, indignada.
— Mãe, a senhora enlouqueceu de vez? Você acha mesmo que ela casou com o meu irmão porque estava morrendo de amores por ele? Essa mulher é perigosa e incontrolável! Ela com certeza está tramando alguma coisa. Tudo isso é teatro! Quando a bomba estourar, quem vai pagar o pato é o meu irmão!
Serena Mascarenhas Silveira se aproximou e sussurrou friamente no ouvido da filha:
— Quanto a isso, não se preocupe. Assim que eles consumarem o casamento e ela engravidar do seu irmão, não terá mais volta. Uma mulher com um filho sempre abaixa a cabeça para proteger a própria cria.
Esse era o plano brilhante de Serena.
Ela sabia que não poderia manter Helena dopada e em cativeiro para o resto da vida. A única solução era forçar uma gravidez o mais rápido possível.
— Mas... eu acho que isso vai dar muito errado. Mãe, o que está acontecendo com a senhora ultimamente? — Lucimar recuou, percebendo que algo estava profundamente errado.
A mulher que antes mal conseguia falar sem perder o fôlego, agora estava agressiva, implacável e no controle de tudo.
— Não se meta nos meus assuntos. Eu só permiti que você viesse hoje porque somos família. Se der mais um pio para me desafiar, não vou ter pena de você! — Serena avisou, com a voz pingando veneno.
Lucimar a encarou horrorizada e cambaleou para trás.
Foi nesse instante que Marcos Rocha apareceu e a segurou pelos ombros para que não caísse.
— Tudo bem com você? — Marcos perguntou, preocupado.
Quando Serena viu Marcos no salão, seu sangue ferveu.
— Por que você trouxe esse homem para cá?!
— Mãe, se era o casamento do meu irmão, é óbvio que eu iria trazer o Marcos. Ele é o meu namorado.
Plaft!
Serena deu um segundo tapa no rosto de Lucimar, ainda mais forte que o primeiro.
— Sua inútil, desobediente! Eu mandei você trazer gente de fora para a nossa casa? Você não tem o menor bom gosto para homem! Ficar de conversinha com um zé-ninguém desses!
Serena estava tremendo de ódio.
Marcos entrou na frente de Lucimar, bloqueando a visão de Serena.
— Dona Serena, não levante mais a mão para a Lucimar! Fui eu quem insisti para vir. Além do mais, ela é sua filha, não há necessidade de agir como uma selvagem.
— Cale a boca! Você não é ninguém! Não tem o direito de abrir a boca debaixo do meu teto. E prestem muita atenção: se uma única palavra do que aconteceu aqui vazar para o mundo lá fora, eu acabo com a raça dos dois.
Após o aviso final, Serena olhou para Helena e Benjamim Silveira, e ordenou:

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