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Divorciada No Dia Do Meu Casamento romance Capítulo 4

Nina ligou o computador e olhou para o artigo que estava prestes a finalizar.

Faltava apenas a conclusão. Assim que terminasse, ela poderia submetê-lo à AI Science, a principal revista acadêmica internacional sobre Inteligência Artificial.-

Na sala de jantar, no andar de baixo.

Gustavo dava comida para Léo em um tom suave, enquanto Verônica, sentada de frente para ele, sorria discretamente em direção ao quarto principal no andar de cima.

— Dona Odete, por favor, verifique por que minha esposa ainda não se levantou.

Inesperadamente, Gustavo demonstrara interesse por Nina.

O sorriso congelou no rosto de Verônica na mesma hora.

Fingindo apreensão, Verônica perguntou: — Gustavo, será que a Srta. Almeida está irritada? Ela deve achar que o Léo e eu não deveríamos estar incomodando.

Gustavo sorriu: — De jeito nenhum. A Nina é uma boa pessoa, ela não vai ficar brava.

Verônica revirou os olhos levemente: — Mas se ela não está brava, por que ainda não desceu? Está claro que ela não quer sentar à mesma mesa que eu.

Gustavo fechou a expressão: — A Nina não é assim.

Verônica cerrou os dentes em segredo.

Nina, Nina... Será que ele realmente estava se apaixonando por aquela desgraçada?!

Com a última letra digitada, Nina salvou o documento com precisão e se espreguiçou.

Lá fora, o dia estava ensolarado, carregado da forte energia da primavera.

Nina abriu a janela e respirou fundo, puxando o ar fresco.

Naquele instante, Dona Odete bateu à porta e entrou: — Sra. Mendes, o café da manhã está servido.

Nina concordou. Ela poderia suportar qualquer coisa, menos o estômago roncando.

Ao descer as escadas, deu de cara com Gustavo se preparando para sair.

Verônica estava ao lado, solícita, segurando a pasta dele, e perguntou em voz doce: — Quer que eu arrume a sua gravata?

Com um sorriso, Gustavo dispensou: — Não precisa.

Ao levantar a cabeça, seu olhar encontrou o de Nina, que estava na escada.

— Nina, venha ajeitar minha gravata. — Ele acenou para ela.

Nina zombou internamente. O que ela era para ele? Um cachorrinho? Que se chama e se afasta quando bem entende?

— Desculpe, estou com dor de estômago, não estou me sentindo bem. — Nina o ignorou e sentou-se à mesa.

Dona Odete, percebendo o clima, trouxe rapidamente uma tigela de mingau de milho. Nina abaixou os olhos e começou a comer, como se as duas pessoas na sala fossem invisíveis.

Como fora pega na mentira, Verônica decidiu abandonar a encenação. — Fui eu, e daí? O Gustavo não te ama, ele casou com você por obrigação!

— Se ele te ama, ele casaria com você? — Nina deu um sorriso irônico. — Você acha que a Família Mendes aceitaria que o chefe da casa se casasse com a viúva do melhor amigo?

Verônica ficou paralisada.

Nesse momento, uma voz infantil feroz surgiu às costas delas.

— Mulher má, não mexa com a minha mamãe!

Pega desprevenida, Nina foi empurrada por Léo e caiu violentamente no chão, arranhando as palmas das mãos.

Verônica a observou se encolher de dor com um prazer evidente, murmurando um "bem feito" em voz baixa.

O que ela não esperava era que Gustavo houvesse retornado.

Olhando para Nina jogada no chão, ele franziu o cenho. — O que aconteceu aqui?

Um sorriso debochado apareceu nos lábios de Nina. Ela levantou o dedo e apontou para Léo. — Aquele garoto me empurrou de propósito.

Ao terminar a frase, ela ergueu lentamente o olhar para o homem.

Gustavo, entre mim e a sua grande paixão, em quem você vai acreditar?

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