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Divorciada No Dia Do Meu Casamento romance Capítulo 5

Após Nina falar, Verônica arregalou os olhos. Todos diziam que Nina tinha uma personalidade dócil e fácil de manipular, mas a realidade mostrava-se bem diferente.

Ela começou a suspeitar seriamente que tudo fora armado por Nina, apenas para que Gustavo testemunhasse a cena!

— Gustavo, não foi bem assim...

Verônica tentou explicar, mas, no meio da frase, Gustavo completou naturalmente por ela: — É claro que não foi assim. O Léo é uma criança educada e obediente, como ele empurraria alguém de propósito?

Verônica assentiu: — Sim, foi apenas um mal-entendido.

Depois de falar, lançou um sorriso dissimulado para Nina.

O rosto de Nina não demonstrou muita decepção, ela já esperava por aquilo. Tentou se levantar com esforço, mas, de repente, o homem ajoelhou-se e a pegou no colo. Ele a carregou até o quarto principal no segundo andar, pedindo a Dona Odete no caminho que subisse com a pomada.

Ao chegarem à sala da suíte, Gustavo a colocou com cuidado no sofá e afagou seus cabelos. — Como você escorregou desse jeito? Foi a sua hipoglicemia atacando de novo?

Por conta de problemas financeiros na infância, Nina adquiriu uma condição de hipoglicemia. Após o casamento, Gustavo a vira ter crises algumas vezes.

Nina virou o rosto, desviando-se do toque dele.

Ela já havia dito por que havia caído. Era ele quem se recusava a acreditar.

Entre ela e Verônica, Gustavo escolhera firmemente a segunda.

Sendo assim, não havia mais nada a dizer.

Toc, toc, toc.

Bateram na porta. Dona Odete entrou para entregar o remédio e, aproveitando a ocasião, apanhou o celular de Nina que estava no chão e entregou a ela.

A tela do aparelho estava estilhaçada.

Gustavo pegou o celular antes. — Está trincado, cuidado para não se cortar. Daqui a pouco eu peço um novo para você.

Sem saber em qual botão esbarrara, o celular foi desbloqueado, e as mensagens que Nina acabara de mostrar a Verônica saltaram aos olhos de Gustavo.

Nina não planejava mostrar as mensagens, mas já que ele havia visto por conta própria, a curiosidade a dominou. Inclinou a cabeça e perguntou, intencionalmente: — Quem você acha que me enviou isso?

Gustavo deu uma risadinha. — Não importa quem seja, com certeza é alguém desocupado.

E apagou tudo com um toque.

Nina apertou os lábios. — Eu acho que foi a Verônica.

— Impossível! — Gustavo endureceu a expressão. — A Verônica não é assim.

Percebendo que falara com muita rigidez, ele suavizou o tom: — Sei que você não gosta da ideia de Verônica e Léo morarem aqui, mas eu garanto que os dois são ótimas pessoas. São como você, bondosos e gentis. Quando passar mais tempo com eles, você verá.

E, como esperado, ele ficou do lado de Verônica mais uma vez.

Nina nada disse. Pegou a pomada e começou a aplicá-la em suas mãos.

No passado, ela só podia contar consigo mesma, e no futuro não seria diferente.

O celular de Gustavo tocou. Era sua secretária o apressando para uma reunião. Ele suspirou impotente e desceu.

Em sua mente, ecoavam as palavras do amigo: quando uma mulher fica com ciúmes, é algo assustador, praticamente igual ao fim do mundo.

O carro saiu do condomínio e logo estacionou em frente à antiga propriedade da Família Mendes.

Nina desceu, e Júlia abaixou a janela do carro para gritar: — Me ligue se precisar de algo. Não tente carregar o mundo nas costas!

— Eu sei! Se ficar entediada, me espere no café da esquina.

A negociação com Rute Mendes prometia ser uma verdadeira queda de braço.

Uma funcionária a conduziu até Rute, ou seja, sua sogra.

No caminho, Nina recebeu diversos olhares de pena dos empregados da casa.

A piada que havia se tornado o casamento já devia ter se espalhado, mas, felizmente, a cerimônia contou apenas com os parentes de Gustavo.

— Sra. Mendes, a jovem senhora chegou.

Nina acenou com a cabeça para a mulher. Pensou por um momento e preferiu segui-la no tratamento, chamando-a de Senhora.

Rute já não simpatizava com ela. Somando-se o fato de estar ali para tratar de divórcio, não havia motivo para bajulá-la chamando-a de mãe.

Ela tivera apenas uma mãe na vida, morta há dez anos.

— Sente-se. — Rute ordenou de forma seca. Ela pegou a xícara de chá, bebeu um gole e perguntou: — Fiquei sabendo que Verônica e o filho foram morar na casa nova de vocês?

Nina, com uma atitude de obediência, respondeu: — Sim.

Baque!

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