Rapidamente, William abriu a porta.
— Sim.
Foi a primeira vez que Deise viu William de pijama.
O pijama de William era preto puro, sem estampas, e pelo material parecia ser de seda.
Os botões iam até o colarinho, não deixando nada da clavícula à mostra.
Condizente com o estilo habitual de William.
No entanto, às vezes, quanto mais se cobre, mais inexplicavelmente sexy parece.
Especialmente com o cabelo diferente.
Normalmente, William usava cera e penteava o cabelo todo para trás, passando uma imagem de rigor e distanciamento frio.
Agora, porém, ele parecia ter acabado de tomar banho; o cabelo seco estava macio e solto, fazendo Deise associá-lo ao pelo de um animalzinho.
Parecia muito bom de acariciar.
Ela notou também que, mesmo de pijama, William continuava usando aquelas luvas de seda brancas como a neve.
— O que foi?
Parecendo perceber o olhar avaliador dela, os olhos de William, profundos como o mar, revelaram uma ponta de confusão.
— Nada, só queria agradecer. Obrigada pelo lanche e pelo caldo.
Deise disse isso e viu que William apenas fitava seu rosto, com um olhar que parecia dizer: "Mas você não bebeu, não tem cheiro de álcool."
— Não por isso.
No fim, foram as únicas palavras que saíram da boca de William.
Um homem e uma mulher parados frente a frente na porta do quarto, sem palavras.
A cena era um tanto constrangedora.
— Se importa se eu te fizer uma pergunta?
— Pergunte.
— Se um inimigo seu precisasse da sua ajuda, você ajudaria ou não?
Depois de perguntar, a própria Deise se surpreendeu.
Por que ela estava perguntando isso a William?
Ela não tinha bebido nada no Mata Elfa!
— Esquece, finge que eu não perguntei.
Quando Deise se virou para sair, William respondeu calmamente com uma única palavra:

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