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Doce Pecado romance Capítulo 98

Paulo Niko Sankyo

-E o Senhor só terá consulta às 16 h. -Nala diz olhando para a agenda.

Estranho... A quanto tempo eu não tenho folga na agenda?!? Há bastante tempo...

-O que houve?

-As três desmarcaram a consulta. Duas disseram que não conseguiram fazer os exames a tempo, e a outra teve que viajar, remarcou para semana que vem.

Acabou que eu fiquei com Nala como minha secretária. Ela não é dinâmica como Melissa, e ainda era bem tímida. Mas era esforçada, concentrada e séria. Além de tudo isso, ela e Sabrina se davam muito bem. Ela merecia uma chance. Por enquanto ela estava num período de experiência... Passando este período, eu e Cristina analisaremos se ela merecia a efetivação no cargo.

-Ok... Já que eu vou ter consulta apenas às 16 h vou dar uma saída...

Posso fazer uma surpresa para Hanī...

Nunca fui buscar ela no internato, porque minha agenda nos dias que ela ia para lá estava sempre lotada. Segunda era o dia que eu tirava para resolver problemas do hospital e terça e quarta, eram os dias das consultas. Já nos outros dias eu me dedicava a arte de operar, ou algumas questões burocráticas e consultas de emergência. O fato é que quinta e sexta, sempre foram dias mais tranquilos.

Só eu mesmo... Correndo o risco de ficar preso no trânsito, só para fazer uma surpresa!

-Sim senhor!

Ela sai da minha sala e eu junto minhas coisas.

Mando uma mensagem para Afonso, dizendo para ele me esperar lá, pois vou fazer uma surpresa para Sabrina. Ele concorda...

Só espero não pegar trânsito. Se sair agora, chego na hora que ela sai...

******

Consigo chegar na hora exata. Logo que chego, já vejo Afonso sair do carro.

-Oi Senhor!

-Ela ainda não saiu?

-Não, deve está vindo...

-Ok!... Se quiser voltar para o apartamento Afonso, eu levo ela...

-Sim Senhor!

Ele entra no carro e sai, e eu me encosto na porta do carro esperando ela sair... Pego o celular e checo as mensagens. De repente eu escuto um falatório na porta e olho para lá. Algumas pessoas saíram, dentre elas Sabrina. Vejo ela vindo acompanhada por um homem, toda sorridente.

-Quem é esse? -Falo baixinho.

O cara é alto e musculoso, com um cabelo comprido que está contido num coque samurai...

O que é isso? O próprio Aquaman resolveu dar as caras?

Continuo olhando para eles. Eles param na frente de uma moto cara, ele pede para que ela segure o capacete. Põe a jaqueta sem parar de falar com ela.

Pede o capacete, a abraça pelos ombros e beija a sua testa.

O que?!?!?

Logo depois põe o capacete e vai embora... E ela continua sorridente acenando para ele.

Que merda é essa?!?!

"Calma Paulo... Muita Calma...

Você é contra a violência!

Você presa pelos diálogos...

Não exploda antes de saber o que aconteceu..." -Diz minha consciência pra mim.

Mas por ser adebto de diálogos, é que eu fui feito de trouxa com a outra submissa. Ganhei um belo chifre na testa.

E o que ela está fazendo confraternizando com homens? Isso é proibido pelo contrato. Eu pus essa cláusula exatamente porque, eu me ferrei com a outra ...

Definitivamente, hoje eu percebi que o destino está contra mim.

Depois de ter me afastado do Andrey, no dia que eu resolvo ser cordial com ele, o mestre me pega no flagra.

Eu fiquei com pena do Andrey quando ele me abordou na lanchonete. Ele realmente gosta de mim, como eu também gosto dele. Ele é meu amigo! Sempre foi... Também não concordo da Madame nos proibir de nos falar. E era uma coisa tão inocente... Eu nunca imaginei que o mestre nos veríamos juntos.

O que eu fiz? As coisas estavam se encaminhando bem, depois do jogo na casa do Bernardo. Eu continuava sendo sua submissa, sem transas baunilhas, mas tinha voltado a ser gostoso.

Agora eu estraguei tudo novamente.

Merda!

Aos olhos dele eu não cumpri o contrato. Se ele quiser, ele pode desistir...

Ele entra na garagem do apartamento e diz.

-Suba...

-O mestre não vai subir?

-Não...

Okay... Saio do carro e fecho a porta, ele logo manobra com o carro e sai. E eu fico parada no meio do estacionamento, me sentindo o pior dos mortais...

" Como é burra, Sabrina! Não merece essa relação! Não mesmo..." -diz minha consciência.

-Tudo bem senhora? -escuto Afonso falar atrás de mim.

Me esforço para engolir as lágrimas. Não vou me desmanchar na frente dele novamente. Paulo odeia que os empregados compartilhem de nossa intimidade.

-Tudo bem Afonso. Estou subindo...

Abaixo a cabeça e passo por ele, entrando no elevador privativo!

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