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Dominada Pelos Irmãos Beltron romance Capítulo 15

༺ Domenico Beltron ༻

Olhei para Luca friamente, sem acreditar no que ele acabara de fazer. Ele havia ultrapassado todos os limites.

Tínhamos um acordo claro: eu seria o primeiro a conduzi-la nesse caminho, a tirá-la de sua inocência antes de introduzi-la a esse mundo. Mas, em sua pressa, Luca ignorou completamente esse acordo.

— Você passou dos limites, Luca. Esqueceu do que combinamos? — Minha voz saiu baixa, mas firme, deixando claro meu descontentamento.

Luca, impaciente, rebateu com um tom desafiador:

— Estou cansado de esperar, Domenico. Pensei que essa enrolação já tivesse durado o suficiente.

Soltei uma risada irônica, observando-o de cima a baixo, tentando entender o que ele realmente queria dizer com isso.

— Engraçado. Até ontem, você não queria saber dela — comentei, tentando esconder a irritação que começava a ferver. — E agora está tão ansioso em iniciar… a safadeza?

Enzo e Pietro, ao lado dele, riram, mas mantém os olhos fixos em Amara, que continuava com uma expressão de confusão e surpresa.

Ela parecia uma presa diante de predadores, mas ainda assim havia algo nela, um brilho de coragem ou talvez curiosidade que a mantinha ali. Luca, em sua insistência, murmurou com um sorriso de canto:

— Não precisa se preocupar. Dessa vez, são só preliminares.

Foi então que vi Amara levantar o olhar, ainda surpresa e talvez assustada, mas com uma força que eu não esperava.

— Preliminares? — ela perguntou, um pouco trêmula.

— Preliminares do sexo, querida — Luca respondeu, o tom provocador.

Vi quando ela engoliu em seco, o desconforto evidente em cada linha do seu rosto.

Era o suficiente. Eu não tolerava esse tipo de pressão, ainda mais vindo de meus próprios irmãos. Dei um passo à frente, interpondo-me entre eles e Amara, e falei com firmeza:

— Vocês estão assustando a garota. Parem com isso.

Antes que pudessem argumentar, vi o olhar dela suavizar e, com uma surpresa que me deixou momentaneamente sem palavras, ela disse:

— Tudo bem. Consta no contrato, afinal.

Os olhos dos três brilharam de satisfação com a resposta dela, mas eu não compartilhava do mesmo entusiasmo.

Sabia que aquilo era mais uma resposta para aliviar a pressão do que uma decisão genuína.

Agarrando seu braço de leve, a puxei para mais perto, lançando um último olhar de aviso para Luca, Enzo e Pietro.

— Ela só vai fazer o que quiser, e no tempo certo — disse, meu tom sério, mas com um toque de ameaça. — Vocês querem que ela ceda? Então aprendam a ter paciência e respeito.

Eles bufaram em protesto, mas ignorei, apertando o botão do elevador para subir de volta. Ao ver a expressão intrigada de Amara, relaxei um pouco e murmurei:

— Me desculpe por meus irmãos serem tão… impulsivos. Mas não se deixe levar tão facilmente pelos desejos deles.

O olhar dela encontrou o meu por um instante, e, pela primeira vez, notei uma centelha de confiança ali.

Ela talvez ainda estivesse confusa, mas agora entendia que, ao menos comigo, encontraria limites e alguma forma de controle.

— Não vejo a hora de você ser minha, Amara. Quero ser o primeiro. Você está preparada para isso? — perguntei, observando a surpresa em seus olhos.

Ela me olhou, desconcertada, ainda respirando um pouco ofegante.

— Vai ser… você? — perguntou, sua voz baixa e hesitante.

Não pude deixar de sorrir, aproveitando a situação.

— Claro. Não fui eu que corri atrás? Ou… — continuei provocando — Prefere escolher um dos outros três?

Ela, corando intensamente, balançou a cabeça rapidamente.

— Não… prefiro que seja você. Com você, eu me sinto mais segura e confortável.

Satisfeito com a resposta, sorri e acariciei seu rosto.

— Ótimo. Vou preparar algo especial para nós então.

Beijei-a de novo, desta vez mais devagar, deixando que meus lábios descessem até o pescoço dela, onde aproveitei para sentir o perfume suave de sua pele, deixando beijos ali, me deliciando com a sua reação.

No entanto, ao erguer o olhar, percebi que meus três irmãos estavam parados à entrada do quarto, de braços cruzados, nos observando.

Sem quebrar o contato com ela, apenas levantei a mão, fazendo um sinal para que se afastassem. Eles se retiraram, não sem uma expressão de irritação evidente, mas sabiam que eu seria o primeiro.

Mesmo que eles estivessem tão ansiosos quanto eu para tocá-la, esse momento era meu e faria com que fosse inesquecível para ela.

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