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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1029

Depois de encerrar a ligação, a funcionária terminou de organizar as coisas de Tatiane e deixou o quarto.

Tatiane continuou recostada no sofá, mergulhada em silêncio.

Nem percebeu quanto tempo havia passado até Mônica subir para chamá-la para o almoço.

Ao descer, ouviu Marcos falando com Felipe ao telefone.

— Está bem. Volte para casa. Vamos jantar todos juntos, em família.

Marcos encerrou a ligação e se voltou para Tatiane.

— Tati, seu irmão volta amanhã e vem jantar aqui. Convide a Paty também.

Tatiane assentiu.

— Está bem.

— A propósito, como seu irmão e a Paty estão se dando ultimamente?

Marcos acabara de fazer a mesma pergunta a Felipe, mas o filho havia desconversado.

— Acho que estão se dando bem.

Marcos abriu um sorriso satisfeito.

— Que bom.

Mônica interrompeu a conversa.

— Certo, vamos comer.

Ao chegar à sala de jantar, Tatiane pediu a uma das funcionárias que preparasse uma refeição para viagem.

— Para quem você vai levar? — Perguntou Mônica.

Tatiane não tentou esconder.

— Para o Henrique. A Bia vai começar o primeiro ano em breve, e quero conversar com ele sobre isso.

O semblante de Marcos se fechou. Ele estava prestes a dizer alguma coisa quando Mônica lhe deu um leve chute por baixo da mesa.

— É uma boa ideia. A educação da criança é muito importante. Vocês realmente precisam conversar com calma.

No fim das contas, Tatiane jamais conseguiria excluir Henrique por completo de sua vida.

Para isso, teria de deixar de se importar com Bia, e essa possibilidade sequer existia.

Depois do almoço, Emerson a levou até o Grupo NovaCapital.

A recepcionista a reconheceu assim que a viu. Sem precisar telefonar para confirmar sua entrada, entregou-lhe o cartão de acesso.

Tatiane entrou no elevador e subiu.

Um sinal sonoro anunciou a chegada ao andar, e as portas se abriram.

Quando seus olhares se encontraram, o semblante dele não revelou nenhuma reação. Henrique desviou os olhos quase de imediato e continuou dando instruções à pessoa do outro lado da linha, com uma frieza capaz de intimidar qualquer um.

Tatiane entrou e colocou a marmita térmica sobre a mesa de centro.

Alguns minutos depois, Henrique encerrou a ligação.

Ele não se virou. Permaneceu diante da parede de vidro, contemplando a cidade lá fora.

O silêncio que tomou conta do escritório era quase sufocante.

Depois de algum tempo, Tatiane foi a primeira a falar.

— Então você realmente ignorou minhas ligações e mensagens de propósito.

Henrique virou o corpo de lado e olhou para ela. Seu olhar era difícil de decifrar, mas a voz saiu excepcionalmente calma.

— E foram poucas as vezes em que você ignorou as minhas?

Tatiane sustentou o olhar dele.

Por causa da miopia e da distância entre os dois, não conseguia distinguir com nitidez cada detalhe de seu rosto. Ainda assim, sentia claramente a frieza que vinha dele.

Ela respirou fundo e suavizou a voz.

— É verdade. E é justamente por isso que nós dois nunca fomos feitos para caminhar juntos.

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