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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1030

A voz de Henrique esfriou de imediato.

— Você veio até aqui só para me dizer isso?

Tatiane não se deixou desviar do assunto.

— Quero saber como você pretende organizar a volta às aulas da Bia.

— De agora em diante, você não precisa mais se preocupar com nada relacionado a ela.

A resposta foi dura e definitiva, sem deixar qualquer espaço para diálogo.

Tatiane fechou o semblante.

— Henrique, será que você pode parar de agir por impulso? Você realmente pensou no que é melhor para a Bia?

— Tatiane, com que direito você me pergunta isso?

Ela ficou imóvel.

Henrique caminhou em sua direção. A cada passo, as feições frias e severas dele se tornavam mais nítidas diante de seus olhos.

Ele só parou quando estava bem à sua frente.

— Diga. Com que direito você me questiona?

Tatiane fechou as mãos com força ao lado do corpo.

Fez o possível para conter as próprias emoções. Não queria discutir com ele.

Talvez realmente não devesse tê-lo procurado.

— Desculpe pelo incômodo.

Virou-se, pegou a marmita térmica e seguiu a passos largos em direção à porta.

Seus dedos mal haviam tocado a maçaneta quando a voz sombria de Henrique ecoou atrás dela.

— Se sair por essa porta, a partir de hoje você não terá mais nenhuma relação com a Bia.

Tatiane sentiu o corpo inteiro enrijecer.

Um frio cortante subiu por suas pernas e se espalhou até o peito.

Ela se virou devagar. Seus olhos já estavam avermelhados quando encarou Henrique.

Somente depois de um longo silêncio conseguiu falar.

— Henrique, eu nunca fiz nada para prejudicar você. Com que direito quer tirar isso de mim?

Ele soltou uma risada carregada de sarcasmo.

Uma lágrima deslizou pelo canto de seu rosto.

Tatiane respirou fundo e a enxugou rapidamente com a mão.

As portas do elevador se abriram, e ela entrou.

Do lado de fora do escritório, Pedro continuava parado, sem saber se deveria entrar ou simplesmente ir embora.

Não ousava fazer o menor ruído.

A pressão no ambiente era tão intensa que tornava difícil até respirar.

Dentro do escritório, Henrique permanecia imóvel, com o semblante sombrio e o olhar fixo na porta por onde Tatiane acabara de sair.

Ela deixou o prédio da empresa, entrou no carro e informou o endereço da residência da família Barbosa.

Ao perceber que havia algo errado, Emerson perguntou, preocupado:

— Senhorita Tatiane, aconteceu alguma coisa?

— Não foi nada. Pode dirigir.

Emerson não insistiu.

Ligou o carro e seguiu em direção à antiga residência da família Barbosa.

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