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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1031

Quando o carro parou diante da casa da família Barbosa, Tatiane continuou sentada por alguns instantes, em silêncio, sem nenhuma pressa de sair.

Só depois de um tempo abriu a porta e desceu.

Nesse instante, um carro que deixava a propriedade parou assim que seus ocupantes a reconheceram.

Eram Isadora e André.

Os dois desceram, e Isadora foi ao encontro dela. Bastou chegar mais perto para notar os olhos ainda avermelhados de Tatiane.

— Tati, você veio ver a Bia?

Tatiane assentiu.

— Ela está bem?

A voz saiu rouca.

— Está, sim. A Lílian está com ela.

— Ainda bem. Vim buscar a Bia para casa.

— Ela está fazendo companhia à bisavó. Deixa ela ficar mais uns dois dias, Tati. Depois você vem buscá-la. Até porque ela também precisa voltar às aulas.

Tatiane ficou em silêncio, visivelmente incomodada.

Isadora percebeu que havia alguma coisa errada.

— O que foi? Você e o Rick brigaram?

Tatiane não respondeu.

— Primeiro quero ver a Bia.

— Então eu vou com você.

Ela apenas concordou.

As duas entraram juntas, enquanto André ficou esperando do lado de fora.

Cerca de meia hora depois, voltaram.

Tatiane se despediu dos dois e, antes que entrasse no carro, Isadora ainda disse:

— Se cuida, tá? No primeiro dia de aula, eu te ligo.

A escola de ensino fundamental escolhida para Bia era a mesma onde Lílian e Antônio estudavam.

— Tá bom.

Como Bia queria passar mais algum tempo com a bisavó, Tatiane combinou com a filha que voltaria no primeiro dia de aula para levá-la à escola.

Depois, entrou no carro e foi embora.

Já a caminho, André perguntou:

— Você acha que a Tati brigou com o Henrique?

Isadora soltou um suspiro.

— Pelo jeito, sim. O Henrique nunca teve perfil de homem casado. A vida de solteiro combina muito mais com ele. Se a avó não tivesse insistido tanto nos dois e praticamente empurrado esse casamento, acho que ele teria passado a vida inteira sem se casar e sem ter filhos. A Bia foi mesmo um presente que caiu do céu para ele.

Meia hora depois, levou Henrique a um restaurante pequeno e despretensioso.

— A Isadora me trouxe aqui uma vez. A comida é muito boa.

Mesmo àquela hora, o lugar estava lotado. Quase todas as mesas do salão estavam ocupadas, principalmente por gente que acabara de sair do trabalho depois de um dia longo. Restavam apenas alguns lugares na área externa.

— Vamos ficar aqui.

André tirou um pacote de lenços umedecidos do bolso, puxou um e estendeu para Henrique.

— Limpa a mesa e a cadeira.

Henrique franziu a testa, olhando para o lenço como se André tivesse acabado de lhe entregar alguma coisa absurda.

André arqueou uma sobrancelha.

— Você já é um homem adulto. Para de frescura.

Sem muita opção, Henrique pegou o lenço e passou na cadeira antes de se sentar.

Na verdade, o restaurante era bem limpo, tanto por dentro quanto na área externa. As mesas já tinham sido higienizadas. A cadeira só havia acabado de ser usada por outro cliente.

André apontou a câmera do celular para o QR code e abriu o cardápio.

— Pede o que quiser. Hoje é por minha conta.

Henrique tomou o celular da mão dele e deu uma olhada na tela.

— Olha só... Tá generoso hoje.

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