Henrique estreitou os olhos.
Felipe o observou de cima a baixo.
— Você não acha que está agindo de um jeito meio infantil?
Pensando bem, em todo o tempo que conhecia Henrique, Felipe nunca o vira se envolver de verdade com ninguém.
Talvez fosse mais correto dizer que Henrique jamais tivesse se apaixonado de verdade.
Afinal, nunca lhe faltaram mulheres bonitas, inteligentes e de boas famílias interessadas nele. Admiração, atenção, afeto... Tudo sempre estivera ao seu alcance.
E talvez justamente por conseguir tudo com tanta facilidade, Henrique nunca tivesse aprendido a dar valor ao que recebia.
Ele sempre fora extremamente centrado em si mesmo.
Alguém assim dificilmente aprenderia a ceder por iniciativa própria, muito menos saberia como conquistar, preservar e valorizar aquilo que realmente importava.
Henrique soltou uma risada curta, carregada de desdém, e jogou o celular de volta para Felipe.
— Falando assim, até parece que você entende muito mais disso do que eu.
Virou-se e tornou a se sentar.
— Também não preciso da sua pena. Vai lá aproveitar seu encontro.
Felipe ficou alguns segundos observando o perfil frio e fechado dele.
Depois de um breve silêncio, levantou-se.
— Já que é assim, estou indo.
Seguiu a passos largos em direção à saída.
Henrique o acompanhou com os olhos, visivelmente contrariado, mas não disse uma palavra para impedi-lo.
Felipe também não olhou para trás.
Saiu do prédio, foi até o estacionamento, abriu a porta do carro e entrou.
Henrique ficou sozinho no sofá.
Ao meio-dia, pediu comida por delivery, mas mal tinha apetite.
Enquanto mexia distraidamente no celular, deparou-se com uma nova publicação de Felipe.
Era apenas uma foto.
Uma mesa cheia de pratos variados, todos com uma aparência excelente.
E, claro, Felipe havia configurado a publicação para que somente Henrique pudesse vê-la.
Henrique abriu a foto e deu zoom.
Além dos pratos espalhados pela mesa, quase nada aparecia.
Mesmo assim, diante daquele banquete, a comida que ele havia pedido pareceu ainda mais sem graça.
Henrique fechou a publicação, tirou uma foto da própria marmita e abriu a conversa com Tatiane.
Sem escrever uma única palavra, enviou a imagem.
Naquele momento, Tatiane estava sentada à mesa, comendo um pedaço de bolo enquanto conversava com Noemi.
A tela do celular se acendeu.
Ela olhou de relance e, ao ver de quem era a mensagem, perdeu um pouco da expressão descontraída.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A narrativa não muda então pulo alguns capítulos. Não sei se o autores quer que ela fica com o Leandro ou o Henrique ou se ela quer ficar sozinha, pq ela não parece ter sentimento por ninguém....
Eu decidi que, assim que abarem essas moedas que comprei, vou parar de ler esse romance, chato pra c@r@1ho...
A autora poderia mudar um pouco essa narrativa. Tatiane sempre fria e com poucas palavras. Henrique não consegue falar de sentimentos e enquanto isso a história da voltas e mais voltas e não sair do lugar......
Está na hora do Henrique se declarar né? Pelo amor de Dus que enrola. Eu nunca me casaria somente pela filha. Tem que ter sentimentos. Espero que no próximo capítulo Henrique se declare e deixe Tati abalada. Aí sim tudo pode mudar. Ela grávida e ele se declarando temos 2 pontos....
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...