Os outros ficaram por perto, divertindo-se com as provocações entre os dois.
Felipe estava sentado um pouco mais afastado, tomando chá em silêncio enquanto observava a cena. Sua expressão não entregava o que estava pensando.
Tatiane lançou um olhar na direção dele.
Ao perceber, Felipe desviou os olhos com naturalidade e sorriu de leve.
— O que foi?
— Nada.
A conversa se estendeu e, quando deram por si, já passava das duas da tarde.
Tatiane se levantou para ir embora. Tinha prometido buscar Bia e, quando se tratava da filha, fazia questão de cumprir o que dizia.
— Eu levo você.
Leandro se ofereceu de imediato.
Antes que Tatiane respondesse, Felipe se aproximou.
— Deixa que eu levo a Tati. Não precisa se preocupar, Leandro.
Leandro sustentou o olhar dele por alguns segundos, depois apenas assentiu.
— Vamos, Tati.
Tatiane se despediu de Leandro e dos demais e acompanhou Felipe até o carro.
Assim que os dois se afastaram, Sérgio se aproximou de Leandro, apoiou o cotovelo no ombro dele e suspirou.
— Rapaz... Você ainda tem muito chão pela frente.
Se Bia não existisse, Sérgio tinha quase certeza de que Leandro já teria tomado a iniciativa e tentado conquistar Tatiane de vez.
Mas, naquele momento, a filha ocupava boa parte da vida e do coração dela. Não sobrava muito espaço para mais ninguém.
No caminho de volta para a cidade, Felipe foi o primeiro a quebrar o silêncio.
— Tati, você já pensou em se casar de novo algum dia?
Tatiane voltou o rosto para a janela.
— Você nem resolveu a própria vida amorosa e ainda arruma tempo para se preocupar com a minha?
Felipe não tirou os olhos da estrada.
— Agora, é você quem mais me preocupa.
Tatiane não respondeu.
Depois de alguns segundos, ele continuou:
— Também não faz sentido falar em outro casamento agora. Pelo jeito, o Henrique não vai facilitar as coisas nem aceitar tranquilamente que vocês sigam caminhos separados. Então, por enquanto, fica perto da Bia e aproveita esse tempo com ela.
Tatiane ouviu tudo sem dizer uma palavra.
O trânsito estava tranquilo, e quarenta minutos depois eles chegaram ao prédio comercial.
Assim que entrou no saguão, Tatiane avistou Henrique recostado em um dos sofás, de olhos fechados, como se estivesse descansando.
— Vou subir para buscar a Bia.
Sem esperar resposta, seguiu direto para os elevadores.
Henrique abriu os olhos.
Acompanhou Tatiane com o olhar enquanto ela passava pelas catracas, mas Felipe logo parou diante dele e colocou sobre a mesa de centro a sacola que carregava.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A narrativa não muda então pulo alguns capítulos. Não sei se o autores quer que ela fica com o Leandro ou o Henrique ou se ela quer ficar sozinha, pq ela não parece ter sentimento por ninguém....
Eu decidi que, assim que abarem essas moedas que comprei, vou parar de ler esse romance, chato pra c@r@1ho...
A autora poderia mudar um pouco essa narrativa. Tatiane sempre fria e com poucas palavras. Henrique não consegue falar de sentimentos e enquanto isso a história da voltas e mais voltas e não sair do lugar......
Está na hora do Henrique se declarar né? Pelo amor de Dus que enrola. Eu nunca me casaria somente pela filha. Tem que ter sentimentos. Espero que no próximo capítulo Henrique se declare e deixe Tati abalada. Aí sim tudo pode mudar. Ela grávida e ele se declarando temos 2 pontos....
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...