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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1105

Quando Henrique voltou com o copo de água, Tatiane já estava recostada no sofá e havia ajeitado a roupa.

Ela ergueu os olhos, pegou o copo da mão dele e tomou um gole.

Henrique se sentou ao seu lado.

— Está sentindo alguma coisa na barriga?

— Já passou.

— Mesmo assim, acho melhor chamar o médico para dar uma olhada. Só por precaução.

— Não precisa. Eu estou bem mesmo.

Henrique ficou alguns segundos observando-a em silêncio.

Sob aquele olhar atento demais, Tatiane sentiu o peito apertar.

— Por que está me olhando assim?

— Você parece nervosa.

Os dedos dela se fecharam com um pouco mais de força ao redor do copo.

— E por que eu estaria nervosa?

Um leve sorriso surgiu nos lábios de Henrique.

— Quer mais água?

Tatiane desviou o olhar e terminou de beber o que restava.

Não conseguia saber se Henrique já havia começado a desconfiar de alguma coisa.

Respirou fundo, tentando se acalmar.

"Se ele descobrir, descobriu. De qualquer forma, não vou conseguir esconder isso para sempre."

Henrique pegou o copo vazio da mão dela.

Tatiane se levantou.

— Vou subir primeiro.

Henrique acompanhou sua saída em silêncio, pensativo.

Nos dias seguintes, Natália continuou hospedada no Residencial Aurora.

Ela raramente interferia nos momentos de Tatiane com Henrique e Bia. Durante o dia, quando os dois não estavam em casa, Tatiane costumava lhe fazer companhia.

Ainda assim, Natália passava boa parte do tempo sozinha. Quando ficava sem ter o que fazer, ia para a cozinha e se distraía aprendendo a preparar doces.

Roberto estava tão ocupado com o trabalho que não conseguira aparecer por lá nos últimos dias. Tatiane sabia, porém, que ele havia ligado algumas vezes para Natália.

E não era difícil perceber que Natália realmente tinha se apaixonado por ele.

Sempre que falava de Roberto, surgia nela uma timidez doce, quase juvenil, típica de quem estava descobrindo pela primeira vez o que era gostar de alguém.

E, considerando tudo o que vivera até então, aquilo parecia perfeitamente natural.

A essa altura, Lourenço provavelmente já sabia que Natália estava hospedada no Residencial Aurora. Tatiane só não fazia ideia do que ele pretendia fazer a respeito.

Como a data de sua consulta pré-natal se aproximava, Tatiane já pensava em voltar para casa por algum tempo.

Vestia uma roupa branca e confortável, com um avental azul amarrado à cintura. Os cabelos compridos estavam presos em um coque, e, sem maquiagem, seu rosto parecia ainda mais delicado.

Assim que viu Roberto, não conseguiu esconder a alegria.

— Beto!

Ele se virou para ela.

Natália se aproximou do sofá e colocou sobre a mesa de centro os bolos de vários sabores que acabara de preparar.

Roberto pareceu genuinamente surpreso.

— Foi você que fez?

Natália, ainda parada ao lado dele, assentiu com certa timidez.

— Como eu não tinha muita coisa para fazer, comecei a aprender a preparar alguns doces sozinha.

Roberto tornou a olhar para os bolos, agora com um leve sorriso.

— Pela aparência, devem estar ótimos.

Tatiane riu.

— E estão mesmo. Eu já experimentei vários. Até a Bia adorou.

Ser elogiada daquele jeito na frente de Roberto deixou Natália ainda mais sem graça. Ela sorriu, tímida, e mexeu nas mãos, sem saber onde colocá-las.

Roberto pegou um pedaço do bolo de morango e deu uma mordida.

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