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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1106

Natália observava Roberto com os olhos brilhando, dividida entre o nervosismo e a expectativa de quem aguardava, ansiosa, a reação da pessoa por quem estava apaixonada.

Roberto terminou de mastigar e assentiu, satisfeito.

— Está muito bom mesmo. Doce na medida certa, sem ficar enjoativo.

O rosto de Natália se abriu num sorriso.

Depois de terminar o pedaço de bolo que tinha nas mãos, Roberto tornou a olhar para ela.

— Fazer uns doces de vez em quando, quando tiver um tempinho, também pode ser uma boa.

Natália assentiu.

Roberto bateu de leve no lugar ao lado dele.

— Não precisa ficar em pé. Senta aqui.

Ela se sentou. Até queria chegar um pouco mais perto, mas, no fim, deixou discretamente um pequeno espaço entre os dois.

— Seus olhos têm incomodado ultimamente? — Ele perguntou.

— Não. Na verdade, acho que estou até enxergando melhor. Por isso, parei de usar os óculos.

Sua visão não tinha nenhum problema. Antes, usava os óculos apenas para proteger os olhos.

— Amanhã eu te levo para fazer uma revisão.

Natália hesitou.

— Não vai atrapalhar seu trabalho?

Ela sabia o quanto Roberto andava ocupado. Por causa dela, ele já havia deixado vários compromissos de lado, e isso sempre lhe despertava uma ponta de culpa.

Roberto sorriu.

— Não. Amanhã eu tenho tempo.

— Então está bem.

Sentada ali perto, Tatiane começou a ter a nítida impressão de que estava sobrando.

— Beto, vocês dois ficam aí conversando. Eu vou subir para arrumar minhas coisas.

Roberto virou-se para ela.

— Vai sair?

— Vou. Aconteceu uma coisa lá em casa e preciso voltar hoje.

Ele não perguntou o que havia acontecido.

— Até que veio a calhar. Hoje à noite também quero conversar com o Cristiano sobre uma coisa.

— Tá bom.

Tatiane subiu, trocou de roupa e, ao parar diante do espelho, baixou os olhos para a própria barriga.

A pequena curva já começava a aparecer, bem mais evidente do que antes.

Tatiane ouviu sem dizer nada.

— Talvez as coisas fiquem melhores daqui para a frente. O importante é não continuar preso ao passado.

Aquelas palavras também serviam para ele próprio.

Tatiane assentiu de leve.

— Eu sei.

Pouco depois, Natália apareceu carregando uma sacola de doces cuidadosamente embalada.

— Hoje eu estava meio sem tempo, então não consegui fazer muita coisa. Amanhã preparo mais alguns e trago para você provar também, Beto.

Roberto pegou a sacola que ela lhe estendia.

— Tá bom, obrigado. Então eu já vou.

Natália e Tatiane ficaram olhando enquanto Roberto entrava no carro e partia.

Quando o veículo desapareceu de vista, Tatiane se virou para Natália.

— Eu também já vou. Se precisar de alguma coisa, é só chamar a empregada.

— Tá bom, eu sei. Vai com cuidado, Tati.

— Uhum.

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