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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1107

Tatiane entrou no carro e deixou a mansão.

Naquela manhã, já havia avisado Henrique de que voltaria para a casa da família Oliveira e pedido que ele mandasse alguém buscar Bia na escola à tarde. Ao saber para onde ela iria, Henrique não fez nenhuma pergunta.

No caminho, Mônica ligou para ela.

Quando o carro se aproximava da avenida que dava acesso às mansões do Jardim das Colinas, um veículo preto surgiu de repente e atravessou a pista, bloqueando a passagem.

O motorista freou com força.

Por reflexo, Tatiane protegeu a barriga com a mão. Seu corpo foi projetado para a frente, mas o cinto de segurança a conteve a tempo.

— Senhora, está tudo bem?

— Estou. Não foi nada.

Ela mal terminou de responder quando viu um homem corpulento descer do carro à frente.

Devia ter quase dois metros de altura. Enorme, largo e musculoso, avançava na direção deles com uma presença intimidadora.

Tatiane sentiu o peito se apertar.

O homem foi direto até a porta traseira e bateu no vidro.

Mesmo protegida dentro do carro, Tatiane percebeu de imediato que aquilo não era uma abordagem comum.

O motorista desceu e se colocou diante da porta, alerta.

— Quem são vocês?

Apesar do porte ameaçador, o desconhecido respondeu com educação.

— Meu patrão gostaria de convidar a senhorita Tatiane para tomar um chá.

— Desculpe, mas ela não está disponível hoje.

— Nesse caso, peço desculpas pelo incômodo.

O tom educado não combinava em nada com a ameaça implícita.

No segundo seguinte, o homem estendeu a mão para abrir a porta do carro.

Meia hora mais tarde, Tatiane estava sentada diante de uma mesa em uma sala de chá decorada em estilo clássico. A fumaça fina do incenso se espalhava pelo ambiente, tornando o silêncio entre os dois ainda mais sufocante.

Do outro lado da mesa, Lourenço bebia chá com uma tranquilidade irritante.

Tatiane manteve a postura ereta.

— O que exatamente o senhor quer, Sr. Lourenço?

Lourenço pousou a xícara devagar. Seu semblante continuava impassível, mas havia um toque de ironia em seu sorriso.

— Vocês realmente acham que podem deixar a Natália morando no Residencial Aurora para sempre? Ou a ideia é aproximá-la do Roberto?

Tatiane sustentou o olhar dele.

— Sr. Lourenço, se o senhor realmente se importa com a Natália, deveria deixá-la escolher a própria vida. Ela é uma pessoa, não um animal de estimação que o senhor pode manter preso ao seu lado.

Lourenço soltou uma risada sem humor.

— Sabe o que eu mais detesto?

Tatiane não respondeu.

A voz dele perdeu qualquer vestígio de cordialidade.

— Gente se metendo na minha vida e tentando me dizer o que posso ou não fazer. Já dei oportunidades demais. Minha paciência acabou.

Capítulo 1107 1

Capítulo 1107 2

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