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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1111

Henrique conhecia muito bem a situação.

Algum tempo antes, pessoas ligadas ao tio-avô de Lourenço haviam procurado por ele. Entre os ramos colaterais da família Ramos, era justamente aquele grupo que exercia maior influência sobre os demais.

E, naquele momento, Henrique de fato mantinha uma parceria com eles.

Lourenço, por sua vez, conhecia Henrique bem demais.

Sabia que ele não era o tipo de homem que se deixava prender por sentimentos ou relações pessoais. Quando havia interesses realmente importantes em jogo, qualquer consideração afetiva ficava em segundo plano.

Por isso, ter levado Tatiane não tinha relação apenas com Natália.

Também servia como um aviso para Henrique: seria melhor não agir por impulso.

Quanto à visita daquela noite, Henrique não mencionara a Aureliano nem Natália nem Tatiane.

Limitou-se a conversar com ele e jogar uma partida de xadrez.

Aureliano sabia perfeitamente que Henrique não apareceria ali sem motivo. O que ainda não conseguia descobrir era a verdadeira razão daquela visita.

Mesmo assim, já que Henrique tinha ido até lá, fez questão de deixar claro, sem dizer isso abertamente, que preferia vê-lo bem longe dos assuntos internos da família Ramos.

Henrique entendeu o recado e acompanhou o jogo.

— Entendo o que o senhor quer dizer, senhor Aureliano. No momento, também não tenho tempo nem disposição para me envolver em assuntos que não dizem respeito a mim.

Aureliano assentiu e mudou de assunto.

— Ah, falando nisso... A Bia já cresceu. Como vocês ainda não começaram a preparar o casamento?

Henrique respondeu com naturalidade:

— O casamento vai acontecer, com certeza. Quando chegar a hora, aviso o senhor com antecedência.

Aureliano riu, satisfeito.

— Ótimo. Mas não se esqueça mesmo de me avisar. Preciso de tempo para preparar um bom presente de casamento.

— Pode deixar.

Henrique então olhou para Lourenço.

— O senhor também devia começar a pensar no casamento dele. Quem sabe assim ainda consegue pegar um bisneto no colo logo.

Aureliano acompanhou seu olhar.

— Pois é, Lô. Com a idade que eu já tenho, até quando pretende me fazer esperar por um bisneto? Não vai deixar para pensar nisso só depois que eu morrer, vai?

O semblante de Lourenço se fechou.

— Vovô, agora não é hora de falar disso.

Aureliano suspirou e balançou a cabeça, mas não insistiu.

Capítulo 1111 1

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