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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1113

Henrique soltou duas risadas baixas.

— Espero que seja mesmo.

Em seguida, desligou.

Mal havia encerrado a chamada quando o celular tornou a tocar. Atendeu de imediato.

— Fale.

Do outro lado da linha, a voz veio carregada de apreensão.

— Sr. Henrique, ainda não conseguimos localizar sua esposa.

O rosto de Henrique esfriou na mesma hora.

Ainda assim, o resultado não fugia do que já esperava.

— Continuem procurando.

— Sim, senhor.

Ele desligou.

As palavras de Lourenço naquela tarde voltaram à sua mente, deixando sua expressão ainda mais sombria.

Quando chegou ao Residencial Aurora, encontrou Natália na sala de estar, jogando xadrez com Bia.

Ao ouvir o movimento na entrada, a menina ergueu os olhos.

— Papai.

Henrique se aproximou.

Bia não demorou a perguntar:

— Papai, a mamãe está ocupada com alguma coisa?

Ela já sabia que a mãe não estaria em casa naquela noite.

Depois da escola, assim que terminou a lição de casa, tentara ligar para Tatiane. Como a mãe não atendeu, acabou telefonando para o pai.

Henrique apenas a tranquilizara, dizendo que Tatiane estava resolvendo algumas coisas e, por enquanto, não podia atender.

Agora, ele pegou a filha no colo.

— Quando a mamãe voltar, ela mesma explica para você. Nesses próximos dias, não fique ligando toda hora para não atrapalhar, está bem?

Bia o observou com certa desconfiança.

— Você e a mamãe não brigaram, né?

Henrique acariciou os cabelos da filha.

— Não. A gente não brigou. Daqui a alguns dias, quando ela terminar o que está fazendo, vai voltar para casa.

Só depois de ouvir aquela resposta tão firme Bia finalmente relaxou.

— Já está tarde. Suba, tome banho e se prepare para dormir.

A babá levou a menina para o andar de cima.

Depois disso, subiu.

Natália permaneceu imóvel na sala, com a cabeça completamente vazia.

Quando voltou para o quarto, pegou o celular e digitou uma sequência de números.

Ficou encarando a tela.

Por mais que quisesse ligar, não conseguia tocar no botão de chamada.

Aquele celular também havia sido dado a ela recentemente por Roberto. O número era novo, e sua lista de contatos tinha apenas três pessoas: Roberto, Nadja e Tatiane.

Ainda assim, aquele número sem nome nem identificação estava gravado fundo demais em sua memória.

Não importava quanto tentasse esquecê-lo.

Quando finalmente reuniu coragem para ligar, o celular vibrou de repente.

Natália se assustou.

Ao ver quem estava chamando, atendeu às pressas.

— Beto.

Roberto percebeu imediatamente a inquietação e o medo em sua voz.

Também entendeu o que ela provavelmente estava prestes a fazer.

— Não tenha medo. A Tati está bem e nada vai acontecer com ela. O Lourenço não está fazendo isso só por sua causa. Então não faça nenhuma besteira agora.

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