Uma nova semana começou e, com ela, voltou também a correria de sempre: trabalho atrás de trabalho, agenda lotada, compromissos emendados um no outro.
Quando viu, na programação de terça de manhã, uma entrevista marcada, Tatiane sentiu a cabeça latejar.
Mas não havia como fugir.
Era trabalho.
E trabalho ela não podia recusar.
Talvez ela e ele realmente fossem incompatíveis por natureza. Mesmo depois de ter mudado completamente de aparência, mesmo surgindo diante dele com outro rosto, os dois continuavam incapazes de ter uma interação minimamente normal.
No fim das contas, não adiantava.
O que precisava ser enfrentado, cedo ou tarde, teria de ser enfrentado.
Era melhor seguir em frente de cabeça erguida.
Depois de tantos anos, depois de já ter sobrevivido a dificuldades muito piores, o que mais ainda havia para temer?
Na noite de segunda-feira, ela tinha marcado um jantar com Leandro.
O principal era conversar sobre trabalho.
E, como se o destino estivesse mesmo se divertindo às custas dela, acabou encontrando Henrique outra vez.
Àquela altura, Tatiane já nem sabia se Deus estava zombando da cara dela.
No passado, quando queria vê-lo, nunca conseguia.
Agora que não queria vê-lo de jeito nenhum, ele simplesmente aparecia de tempos em tempos, como se fosse inevitável.
Por sorte, foi apenas um encontro casual.
Henrique trocou um aceno educado com Leandro.
Tatiane desviou o olhar, mas sentiu com clareza aquele olhar frio e cortante roçar sobre ela.
Provavelmente, ele agora a detestava de vez.
Henrique e o grupo que o acompanhava seguiram adiante.
Leandro então olhou para Tatiane e percebeu como o rosto dela tinha ficado tenso e fechado.
— O que foi?
Tatiane recompôs a expressão e respondeu:
— Nada. Só encontrei alguém que eu preferia não ver.
Leandro falou com calma:
— De agora em diante, vocês provavelmente ainda vão se cruzar outras vezes. Então pense nele como o maior obstáculo do seu caminho. Se você conseguir encarar isso de frente, com naturalidade, depois disso qualquer dificuldade vai parecer menor.
Tatiane olhou para ele e abriu um sorriso de canto.
— Do jeito que o professor fala... Até parece que faz todo sentido mesmo.
— Eu acredito que você consegue. — Rspondeu Leandro.
— Uhum.
Depois do jantar, Tatiane voltou para casa à noite.
Antes de dormir, ainda revisou mais uma vez todo o material da entrevista do dia seguinte.
Desde a cúpula da semana passada, quando Henrique a constrangera em público, as coisas já tinham ficado tensas o bastante.
Ao notar que ela tinha ficado imóvel, a assistente explicou:
— Foi o sr. Henrique quem mandou montar tudo isso para a filha. Hoje a nossa princesinha também está na empresa.
O coração de Tatiane se apertou de repente.
Ela controlou a expressão e disse, em um tom calmo:
— Pelo visto, o sr. Henrique mima muito a filha.
Roberto já tinha comentado que Henrique costumava levar Bia para a empresa. Tatiane havia se perguntado se, naquele dia, teria a chance de vê-la.
Era uma expectativa misturada com nervosismo.
Agora, sabendo que Bia realmente estava ali, a ansiedade dentro dela cresceu ainda mais.
Tatiane se esforçou para regular a respiração e seguiu a assistente até a sala de espera.
Vinte minutos depois, a assistente voltou.
— Senhorita Evelyn, pode entrar.
A essa altura, Tatiane já tinha recuperado a calma.
Ela respondeu com um simples:
— Claro.
E seguiu a assistente até o escritório da presidência.
Quando a porta foi aberta, um cheirinho adocicado de criança se espalhou no ar.
— Por favor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A autora poderia mudar um pouco essa narrativa. Tatiane sempre fria e com poucas palavras. Henrique não consegue falar de sentimentos e enquanto isso a história da voltas e mais voltas e não sair do lugar......
Está na hora do Henrique se declarar né? Pelo amor de Dus que enrola. Eu nunca me casaria somente pela filha. Tem que ter sentimentos. Espero que no próximo capítulo Henrique se declare e deixe Tati abalada. Aí sim tudo pode mudar. Ela grávida e ele se declarando temos 2 pontos....
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...
Não gosto dessa narrativa sem falas claras. Só deduções, o leitor tem que se esforçar para entender o que está acontecendo. Pelo amor de Deus autor melhore essa escrita. Um enredo com mais detalhes é muito mais interessante. Aposto que muito gente desiste de ler por conta desse texto enigmático sem emoções....