Bia pegou o celular que Henrique estendia para ela e acendeu a tela. A primeira coisa que apareceu foi a foto de bloqueio: ela mesma, num vestido azul de princesa, segurando com as duas mãos as fitas de um balão de hélio.
A foto tinha sido tirada no aniversário de cinco anos dela, naquele mesmo ano.
Já acostumada com o aparelho, Bia digitou a senha, desbloqueou a tela, abriu os contatos e ligou para Tatiane.
Naquele momento, Tatiane tomava café da manhã. Assim que viu a chamada, adivinhou na hora que era Bia.
Atendeu sem demora.
No segundo seguinte, ouviu a vozinha da menina, baixinha, carregada de mágoa:
— Tia Evelyn...
Tatiane suavizou a voz.
— A tia tem umas coisas pra resolver hoje de manhã e não vai ficar no hospital. Mas, à tarde, você pode vir me ver, tá bom?
Bia respondeu toda obediente, do jeitinho comportado de sempre.
Depois de ouvir aquilo da própria Tatiane, o humor dela mudou na mesma hora. Já não queria sair nem passear. Tudo o que queria agora era esperar a tarde chegar logo para poder ver a tia Evelyn.
Karine observava a cena de lado, segurando a raiva.
Ela não conseguia entender. O que, afinal, Evelyn tinha feito para conquistar Bia daquele jeito? E todos os anos de dedicação dela, então, tinham servido pra quê?
— Vem comer primeiro. — Henrique chamou.
Bia obedeceu e foi tomar café da manhã com o pai.
Karine também se sentou à mesa e comeu com os dois.
Pensando bem, talvez fosse até melhor assim. Se Bia estava tão ansiosa para ver Evelyn, pelo menos não ficaria grudada ali, atrapalhando o tempo que Karine podia passar com Henrique.
Só de pensar nisso, ela já se sentiu um pouco menos irritada.
Depois do café da manhã, Henrique saiu para uma reunião que já tinha marcada para aquela manhã, e Karine acabou ficando no hotel com Bia.
Ela o acompanhou até a porta, enquanto a babá seguia no quarto com a menina.
— Rick, você vai mesmo deixar a Bia se aproximar daquela Evelyn desse jeito? Faz quanto tempo que elas se conhecem? Aquela mulher claramente não é tão simples quanto parece.
— Desde que ela não tenha coragem nem meios de fazer nada contra a Bia, não tem problema. — Henrique respondeu com tranquilidade.
Karine franziu os lábios.
— Rick, você passa demais a mão na cabeça da Bia. Se continuar assim, quando ela crescer, ninguém vai conseguir lidar com ela.
Henrique olhou para ela e soltou uma risada baixa.
— E desde quando alguém conseguiu lidar com você?
Karine travou por um instante. Quando se recompôs, fez manha:
— Rick, que tipo de coisa é essa que você está dizendo?
Henrique manteve o tom calmo.
— Sobre a Bia, você não precisa se preocupar. Eu sei muito bem o que estou fazendo.
Karine percebeu que não adiantava insistir e recuou.
— Tudo bem.
Às dez da manhã, a assinatura do contrato entre Tatiane e a Pró-Vida correu de forma surpreendentemente tranquila.
Ao que tudo indicava, Henrique realmente não tinha tentado atrapalhar nada. Ainda assim, Tatiane não conseguia deixar de pensar: então por que ele tinha aparecido de repente em Horizonte Novo? Não fazia sentido acreditar que ele tivesse levado Bia até ali só para procurá-la.
Bia olhou na direção de Karine, soltou um "ah..." contrariado e concordou, mesmo sem vontade.
— Tá bom...
Leandro lançou um olhar para Tatiane e, depois de orientar a babá, deixou que Bia subisse com ela.
Tatiane não disse mais nada.
Assim que a babá levou Bia embora, ela caminhou até a van. O motorista já ia fechar a porta.
— Espera.
A mão dele parou no meio do movimento, e ele recuou para o lado.
Tatiane ficou diante da porta aberta, olhando para Karine sentada ali dentro, toda armada na própria arrogância, e falou num tom frio:
— Srta. Karine, podemos conversar em outro lugar?
Karine cruzou os braços. Mesmo sentada dentro do carro, com Tatiane do lado de fora, ainda sustentava no rosto aquela expressão provocadora e cheia de superioridade.
Ela respondeu em tom de desafio:
— Se a srta. Evelyn tem alguma coisa pra dizer, pode falar aqui mesmo.
Tatiane sustentou o olhar dela, gelada.
Então perdeu a paciência.
Sem dizer mais nada, enfiou a mão para dentro do carro e acertou um tapa no rosto dela.
Pá.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....