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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 873

Tatiane pegou as fichas.

— Bia, vamos tentar outra máquina. Essa aqui não está funcionando direito.

— Está bem.

As duas seguiram até outra máquina de bichinhos de pelúcia.

Tatiane colocou uma ficha, mas também não conseguiu pegar nada. Pelo canto do olho, percebeu Henrique observando-a com toda a tranquilidade, claramente curioso para ver até onde iria sua teimosia.

Ela apertou o controle com mais força e tentou de novo.

Quando restavam apenas duas chances, toda a confiança do início já havia evaporado. Tatiane não tinha mais ânimo para continuar.

Foi então que ouviu Bia dizer:

— Mesmo que a mamãe não consiga, ainda é a melhor de todas.

Diante de tamanha admiração, Tatiane chegou a se sentir um pouco culpada.

Henrique acariciou a cabeça da filha.

— Se continuar elogiando desse jeito, sua mãe vai ficar ainda mais convencida.

Bia ergueu o rosto para ele.

— Não tem problema a mamãe ficar convencida!

Henrique voltou a afagar seus cabelos.

Em seguida, deu um passo à frente e parou atrás de Tatiane. Colocou três fichas na máquina e cobriu a mão dela sobre o controle.

— Você...

— Presta atenção no ângulo.

A garra começou a se mover.

Sem alternativa, Tatiane acompanhou o movimento conduzido por Henrique.

Ele estava praticamente inclinado sobre ela. A proximidade do corpo alto e o aroma familiar que a envolvia tornavam difícil prestar atenção apenas na máquina.

A garra parou sobre um dos bichinhos e começou a descer devagar.

Prendeu o brinquedo e o ergueu. Quando parecia prestes a soltá-lo, ele caiu direto na abertura de saída.

Tatiane se abaixou e retirou o prêmio. Era uma estrelinha de pelúcia.

— A mamãe é mesmo a melhor de todas!

Bia comemorou, empolgada.

Tatiane sorriu e apertou de leve as bochechas da filha.

— Como você sabe agradar a mamãe, hein?

Bia abriu um sorriso, exibindo os dentinhos brancos.

Henrique apontou para a máquina.

— Ainda resta uma tentativa.

O desenho ainda passava na televisão. Ele se aproximou, sentou-se ao lado de Tatiane e se recostou no sofá.

O ambiente estava tranquilo, preenchido apenas pelas vozes dos personagens. Do lado de fora, as luzes da cidade se espalhavam pela noite.

Tatiane foi a primeira a falar.

— Que horas você vai embora amanhã?

Henrique pegou o controle remoto e mudou de canal.

— Meu voo é às nove da manhã.

A viagem já o mantinha longe havia cerca de três dias.

— E você?

— Ainda não comprei a passagem. Vou decidir depois que a Bia for embora amanhã.

Henrique assentiu.

Depois de alguns instantes em silêncio, perguntou:

— Quer tomar um pouco de vinho?

Tatiane demorou um pouco a responder.

— Quero.

Henrique se levantou, foi até o minibar e voltou com uma garrafa de vinho tinto e duas taças.

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