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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 288

Enquanto esperavam o elevador, as portas se abriram.

Karine saiu de dentro e, ao ver Felipe, arregalou os olhos, surpresa.

— Mano, o que você está fazendo aqui? Por que não me avisou antes?

— Vim resolver umas coisas com o Rick. E então? Como foi seu primeiro dia de trabalho? — Respondeu Felipe.

Ao ouvir aquilo, o rostinho de Karine murchou na hora.

Felipe estendeu a mão e bagunçou de leve o cabelo dela.

— Tudo bem. Mesmo que hoje não tenha sido lá essas coisas, não tem problema. Você vai aprendendo aos poucos. Só não faça birra. Durante o expediente, você é só mais uma funcionária, entendeu?

Karine resmungou baixinho:

— Tá bom, eu já entendi... E vocês vão para onde agora?

— Vamos sair para almoçar.

— Hmph... Nem para me levar junto.

— Ainda temos algumas coisas de trabalho para conversar. Na próxima, eu levo você.

Karine fez biquinho, mas acabou cedendo.

— Então tá...

Nesse momento, Henrique falou:

— Daqui a pouco, o Pedro vai procurar você. Sobre a ata da reunião de hoje, peça para ele te explicar tudo direito.

Karine se virou para ele e assentiu.

— Tá bom.

Felipe ainda lhe deu mais algumas recomendações antes de entrar no elevador com Henrique. Os dois desceram juntos e foram embora.

Henrique só voltou ao escritório às duas e meia da tarde.

Assim que entrou, pegou o celular e fez uma ligação.

Quando atenderam, ordenou:

— Vá investigar duas pessoas.

Naquela noite, Tatiane só saiu do trabalho às nove.

Estava justamente guardando o notebook quando Leandro bateu à porta e entrou.

— Terminou?

Tatiane soltou um murmúrio cansado em resposta:

— Terminei.

Pegou a bolsa e foi em direção à porta.

Os dois desceram juntos, planejando comer alguma coisa antes de ir para casa.

Naquele dia, o carro dela estava no rodízio, então, de manhã, Cristiano é que a tinha levado para a empresa.

Tatiane entrou no carro de Leandro, e os dois seguiram para um restaurante de lámen ali perto.

— Quando você vai para os Estados Unidos na semana que vem? — Perguntou Leandro.

Bastou tocar no assunto para o humor de Tatiane afundar de vez.

— Vamos.

Tatiane desceu os degraus.

Leandro inclinou o guarda-chuva o máximo que pôde para o lado dela. Entre os dois, mal cabia a distância de um punho.

Tatiane ergueu os olhos para a noite chuvosa.

— Depois dessa chuva, deve esfriar.

— Pois é... O tempo voa, né? Quando a gente vê, o verão já acabou. E, nessa mesma época no ano passado, você ainda estava nos Estados Unidos...

Os dois seguiram conversando assim, entre lembranças e suspiros.

— Pois é... Já faz três meses que voltei.

Muita coisa tinha acontecido nesses três meses.

Coisa demais.

E nada saíra como ela havia imaginado.

Tatiane achou que conseguiria se divorciar de Henrique sem grandes obstáculos. Achou que nunca teria a chance de reencontrar Bia. Achou que suportaria a separação da própria filha. Achou até que conseguiria recomeçar logo.

Mas nada aconteceu como ela previra.

Tanto que, agora, já nem ousava pensar muito no futuro.

Leandro lançou um olhar de lado para a mulher ao seu lado.

A luz dos postes desenhava suavemente o contorno do rosto dela.

E, nos olhos que antes eram tão claros e firmes, havia agora uma névoa fina, como se um brilho úmido tivesse pousado ali em silêncio.

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