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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 907

Tatiane apoiou as duas mãos nos ombros dele e arregalou os olhos, encarando-o de perto.

O beijo de Henrique era profundo, dominador e carregado de uma intensidade quase agressiva, capaz de lhe roubar o ar.

Só quando percebeu que ela estava chegando ao limite ele diminuiu o ritmo e se afastou devagar.

Tatiane puxou o ar com força, sentindo a mente clarear aos poucos.

Antes de soltá-la, Henrique ainda roçou os lábios nos dela, num gesto lento, delicado e provocador.

Em seguida, recuou o suficiente para contemplar a boca avermelhada e entreaberta, assim como o movimento acelerado do peito dela enquanto tentava recuperar o fôlego.

Tatiane o fitava com os olhos úmidos, sem esconder o ressentimento.

Henrique sorriu de canto, tomou-lhe a mão e disse:

— Vamos.

Os dois deixaram o aeroporto e entraram no carro.

Durante o trajeto, Tatiane continuou observando Henrique com atenção.

Ele parecia exatamente o mesmo de sempre. Não havia qualquer ferimento em sua testa, muito menos marcas que indicassem que tivesse sofrido um acidente.

Henrique percebeu que ela o examinava e esboçou um sorriso.

— O que foi? Passou tempo demais sem me ver?

— Então me diga. Onde exatamente aconteceu esse acidente de carro?

O sorriso dele não desapareceu.

— O importante é que agora estou bem.

Tatiane ainda o encarou por alguns segundos. Depois, baixou os olhos e voltou o rosto para a janela.

Aquela altura, continuar fazendo perguntas não mudaria nada.

Henrique a levou diretamente ao Central Park Tower.

Assim que desceram do carro, ele lançou um olhar para a pequena mala de bordo de vinte e duas polegadas.

Era evidente que Tatiane pretendia partir a qualquer momento.

Henrique, porém, não comentou nada. Apenas pegou a mala das mãos do segurança e perguntou:

— Tem pamonha para mim aí dentro?

— Não trouxe.

Um sorriso discreto surgiu nos lábios dele.

Henrique segurou a mão dela.

— Vamos.

Eles subiram até o sexagésimo oitavo andar.

Henrique estivera morando ali durante todo aquele período.

O apartamento era enorme. Das janelas panorâmicas da sala, era possível ver o Central Park e, mais adiante, as luzes de Nova York recortando a noite.

Henrique serviu uma taça de vinho tinto e a estendeu para ela.

— Prove.

Tatiane pegou a taça e tomou um pequeno gole.

O aroma era encorpado, e o sabor deixava uma leve doçura no final.

— O que achou?

— Bom.

Henrique a puxou para se sentar ao lado dele.

Sobre a mesa redonda de vidro, havia uma ceia já preparada. Em um dos pratos, estavam duas pamonhas ainda quentes.

Tatiane só havia comido a refeição servida no avião e, depois do banho, começava mesmo a sentir fome.

Ela acabara de pegar o garfo quando ouviu Henrique falar ao seu lado, com um sorriso na voz:

— Coma mais um pouco. Você vai precisar de energia mais tarde.

Os dedos de Tatiane se fecharam com mais força ao redor do garfo.

Henrique colocou um pouco de comida no prato dela. Em seguida, tirou a palha de uma das pamonhas e a colocou no próprio prato.

— Já que trouxe para mim, vou comer.

Era só uma pamonha. Tatiane não tinha disposição para discutir por causa daquilo.

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