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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 906

Tatiane estava prestes a fazer a ligação quando o celular vibrou em sua mão. Era Noemi.

Ela atendeu.

— Oi, Noemi.

— Tati, vem jantar com a gente hoje. Meu irmão acabou de voltar para Nova Aurora.

Leandro passara os últimos dias do feriado de São João em Porto Nobre e só retornara à cidade naquele dia.

— Acho que não vou conseguir ir hoje à noite. Daqui a pouco também preciso falar com o Leandro.

— Aconteceu alguma coisa?

Tatiane não pretendia contar que viajaria para Nova York. Afinal, ficaria fora por apenas um dia e voltaria logo depois. Por enquanto, usaria Bia como desculpa para não despertar mais perguntas.

Depois de encerrar a chamada, entrou em contato com Leandro para avisar que não poderia ir à empresa e pedir três dias de licença.

— Aconteceu alguma coisa? — Ele perguntou.

— Preciso resolver uma situação, mas não devo demorar.

Leandro ficou em silêncio por alguns instantes, mas acabou não insistindo.

— Está bem. Qualquer coisa, me liga.

— Pode deixar.

Tatiane desligou e soltou um longo suspiro.

Do outro lado da linha, Leandro baixou o celular e voltou a atenção para o homem sentado à sua frente.

Felipe também ouvira o que Tatiane dissera. Pousou a xícara de chá sobre a mesa com calma, mas não fez nenhum comentário sobre ela.

— Ainda acho que você devia conversar direito com a Patrícia.

Felipe procurara Leandro naquele dia justamente para tratar daquele assunto.

— Não adianta eu falar. Ela não vai me ouvir.

Leandro o analisou por alguns segundos antes de perguntar:

— Mas me responda com sinceridade. Quando você terminou com a Patrícia, sentiu alguma coisa? Nem que tenha sido só um pouco?

Felipe manteve a xícara entre os dedos enquanto passava o polegar lentamente pelos relevos da porcelana.

— Já faz tanto tempo que nem sei mais o que senti naquela época.

Leandro sustentou o olhar dele por alguns instantes.

— Se você não tivesse armado alguma coisa, ela não sairia correndo para te procurar sem motivo.

Henrique soltou uma risada baixa.

— Nós somos marido e mulher. O que há de estranho em ela vir me ver?

Felipe apertou o celular com força. Ficou alguns segundos sem dizer nada e, por fim, encerrou a ligação.

Às seis da tarde, o voo direto de Nova Aurora para Nova York decolou pontualmente.

Depois de uma viagem longa e cansativa, ela finalmente desembarcou na cidade, já às sete da noite no horário local.

Um dos seguranças que a acompanhavam empurrava sua pequena mala. Assim que saiu da área de desembarque da classe executiva, ela avistou, perto da saída, um homem alto à sua espera.

Henrique se destacava mesmo em meio à multidão. A altura acima da média, a postura imponente e a elegância fria faziam com que fosse impossível ignorá-lo.

Assim que a encontrou, ele caminhou em sua direção com passos firmes. Um discreto sorriso surgiu no canto de seus lábios.

Ao alcançá-la, passou um braço pelos ombros dela e segurou-lhe a nuca com a outra mão.

Tatiane não teve sequer tempo de reagir.

Henrique tomou seus lábios em um beijo intenso, firme e dominador.

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