Tatiane ligou para Heitor e deixou tudo do trabalho devidamente encaminhado.
Depois, levou Bia direto para a casa da família Oliveira.
Durante todo o trajeto, tentou distrair a menina com conversa, mas Bia continuava emburrada, de carinha fechada. Depois de resmungar por um tempo, acabou dizendo, magoada:
— Eu não sou uma criança sem mãe... Agora eu tenho a tia Evelyn. Tia Evelyn, você pode ser minha mãe?
Ao ouvir aquele pedido saindo da boca da própria filha, Tatiane sentiu o coração se apertar de um jeito quase insuportável. O nariz ardeu, e os olhos se encheram d’água antes que ela pudesse se conter.
Por um instante, teve um impulso quase irresistível de contar tudo.
De dizer que era, sim, a mãe dela.
Que Bia não era uma criança sem mãe.
E que, desde o começo, nunca a tinha abandonado.
Mas, no fim, se conteve.
Quando chegaram à casa dos Oliveira, Mônica e Marcos viram Tatiane entrando com Bia nos braços. Assim que notaram o abatimento da menina, aquele jeitinho murcho e sem energia, os dois ficaram aflitos.
Mônica perguntou, preocupada:
— O que aconteceu com a Bia? Por que ela está assim, tão tristinha?
Ainda com a menina no colo, Tatiane respondeu:
— Pai, mãe... Vou levar a Bia lá para cima primeiro.
Os dois não insistiram.
— Está bem. Vai lá. Deixa ela descansar um pouco.
Como Bia passava bastante tempo ali, o quarto de Tatiane já tinha várias coisinhas de uso diário da menina, além do coelho de pelúcia de que ela mais gostava.
Tatiane ficou no quarto com Bia, fazendo carinho, falando baixinho e tentando acalmá-la, até conseguir fazê-la dormir um pouco.
Depois que Bia adormeceu, Tatiane se deitou ao lado dela e a puxou para os braços, apertando aquele corpinho pequeno contra o peito.
Dentro dela, só havia culpa. Uma culpa funda, sufocante, difícil de suportar.
Ela abaixou a cabeça e beijou a testa da menina. Quando falou, a voz saiu rouca:
— Me perdoa, meu amor... A culpa é da mamãe. Eu amo muito você.
Tatiane ficou ali, abraçada a Bia, e acabou pegando no sono também.
Quando acordou, a menina ainda dormia profundamente.
Sem coragem de despertá-la, Tatiane afastou o cobertor com cuidado, saiu da cama em silêncio e desceu.
Mônica e Marcos estavam na sala, assistindo televisão.
Bia ficou brincando com o tio caçula. Ele parecia adorar a sobrinha e ria sem parar, feliz da vida de tê-la por perto.
Contagiada pela alegria dele, Bia também caiu na risada.
Quanto mais Marcos olhava para a neta, mais gostava dela. Ainda assim, no fundo, não conseguia deixar de suspirar.
Baixando a voz, ele perguntou:
— Como está a questão do seu divórcio com o Henrique?
— Pelo jeito, isso ainda vai demorar para se resolver. — Respondeu Tatiane.
O advogado Augusto tinha dito que a audiência aconteceria no fim do mês, mas, pela situação atual, era óbvio que a decisão não sairia com tanta facilidade.
A expressão de Marcos se fechou na mesma hora.
Bia era uma boa menina. E, acima de tudo, inocente.
Mesmo assim, ele não queria ver a filha continuar presa àquele casamento doloroso.
Um homem frio como Henrique jamais conseguiria dar a Tatiane uma vida tranquila. E um lar assim, para uma criança, só deixaria marcas ainda mais profundas. Desde que os dois amassem Bia de verdade, isso já bastava.
Marcos então disse:
— Já que ele quer arrastar isso, Tati, não se consuma com essa história. Nem deixe que isso tome conta da sua vida. O mais importante agora é seguir em frente e ficar mais perto da Bia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Eu decidi que, assim que abarem essas moedas que comprei, vou parar de ler esse romance, chato pra c@r@1ho...
A autora poderia mudar um pouco essa narrativa. Tatiane sempre fria e com poucas palavras. Henrique não consegue falar de sentimentos e enquanto isso a história da voltas e mais voltas e não sair do lugar......
Está na hora do Henrique se declarar né? Pelo amor de Dus que enrola. Eu nunca me casaria somente pela filha. Tem que ter sentimentos. Espero que no próximo capítulo Henrique se declare e deixe Tati abalada. Aí sim tudo pode mudar. Ela grávida e ele se declarando temos 2 pontos....
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...