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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 297

A expressão de Cristiano e Roberto mudou na mesma hora.

De semblante carregado, Roberto comentou:

— Felipe não está mirando baixo.

Tatiane concordou:

— O que ele quer é, sem dúvida, a tecnologia da Vértice. Ele pretende engolir a empresa e incorporá-la à TechNova.

Em seguida, virou-se para o irmão.

— Mano, tenta falar com o Eduardo de novo.

Cristiano pegou o celular e ligou para Eduardo.

Do outro lado, porém, a chamada foi recusada no mesmo instante.

Ele guardou o celular e disse:

— Vou até a casa dele agora.

— Tá certo. — Respondeu Tatiane. — Ainda mais sendo fim de semana. Vocês precisam resolver isso nesses dois dias, de um jeito ou de outro.

Mesmo que Eduardo tivesse agido por impulso dessa vez, a empresa tinha sido construída pelos dois, lado a lado, desde o começo.

— Eu sei.

Roberto se levantou.

— Eu vou com você.

Cristiano assentiu.

Noemi estava aflita.

No fundo, porém, sentia que não podia fazer nada para ajudar.

Cristiano percebeu. Ao passar por ela e se preparar para sair, falou num tom tranquilizador:

— Não fica preocupada. A gente vai resolver isso.

Noemi ergueu o rosto e assentiu.

— Tá bom.

Logo em seguida, com a costumeira expressão inocente, acrescentou:

— Mas, se você precisar de dinheiro, eu também posso investir, tá?

Afinal, naquele momento, fora isso, ela realmente não tinha muito mais a oferecer.

Cristiano sorriu.

— Tati, avisa a mãe.

— Tá bom. Vão com cuidado.

Cristiano e Roberto saíram da casa dos Oliveira.

Tatiane ficou olhando os dois irem embora, torcendo para que conseguissem chegar a um acordo. Ainda bem que tinham descoberto tudo a tempo.

— Vocês estão me colocando lá no alto desse jeito... Se no fim eu não virar a mulher mais rica, vão ter que me indenizar, ouviram?

Bia e Ceci estavam sentadas no sofá enquanto as atendentes experimentavam colares nelas. Assim que ouviram aquilo, Bia saltou do sofá, correu até Tatiane, abraçou a perna dela com força e levantou o rostinho.

— Eu também quero me agarrar na perna da tia Tati.

Ceci veio logo atrás e abraçou a outra perna.

— Eu também quero me agarrar na perna da madrinha.

A cena arrancou risadas de todo mundo.

Tatiane afagou a cabeça das duas meninas e disse, com suavidade:

— Pronto, chega. Agora não é hora de ficar agarrada na minha perna.

Nesse momento, do lado de fora da loja, ouviu-se a saudação respeitosa de uma funcionária:

— Senhora Bianca, senhora Eliane, senhorita Karine...

Ao ouvir aquilo, Tatiane voltou os olhos instintivamente para a entrada.

No instante em que viu quem estava entrando, o sorriso desapareceu de seu rosto.

A expressão de Patrícia e Noemi também se fechou.

Ao ver Tatiane com Bia, Bianca fechou a cara na mesma hora.

Eliane olhou para Tatiane com uma expressão difícil de decifrar.

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