A expressão de Cristiano e Roberto mudou na mesma hora.
De semblante carregado, Roberto comentou:
— Felipe não está mirando baixo.
Tatiane concordou:
— O que ele quer é, sem dúvida, a tecnologia da Vértice. Ele pretende engolir a empresa e incorporá-la à TechNova.
Em seguida, virou-se para o irmão.
— Mano, tenta falar com o Eduardo de novo.
Cristiano pegou o celular e ligou para Eduardo.
Do outro lado, porém, a chamada foi recusada no mesmo instante.
Ele guardou o celular e disse:
— Vou até a casa dele agora.
— Tá certo. — Respondeu Tatiane. — Ainda mais sendo fim de semana. Vocês precisam resolver isso nesses dois dias, de um jeito ou de outro.
Mesmo que Eduardo tivesse agido por impulso dessa vez, a empresa tinha sido construída pelos dois, lado a lado, desde o começo.
— Eu sei.
Roberto se levantou.
— Eu vou com você.
Cristiano assentiu.
Noemi estava aflita.
No fundo, porém, sentia que não podia fazer nada para ajudar.
Cristiano percebeu. Ao passar por ela e se preparar para sair, falou num tom tranquilizador:
— Não fica preocupada. A gente vai resolver isso.
Noemi ergueu o rosto e assentiu.
— Tá bom.
Logo em seguida, com a costumeira expressão inocente, acrescentou:
— Mas, se você precisar de dinheiro, eu também posso investir, tá?
Afinal, naquele momento, fora isso, ela realmente não tinha muito mais a oferecer.
Cristiano sorriu.
— Tati, avisa a mãe.
— Tá bom. Vão com cuidado.
Cristiano e Roberto saíram da casa dos Oliveira.
Tatiane ficou olhando os dois irem embora, torcendo para que conseguissem chegar a um acordo. Ainda bem que tinham descoberto tudo a tempo.
— Vocês estão me colocando lá no alto desse jeito... Se no fim eu não virar a mulher mais rica, vão ter que me indenizar, ouviram?
Bia e Ceci estavam sentadas no sofá enquanto as atendentes experimentavam colares nelas. Assim que ouviram aquilo, Bia saltou do sofá, correu até Tatiane, abraçou a perna dela com força e levantou o rostinho.
— Eu também quero me agarrar na perna da tia Tati.
Ceci veio logo atrás e abraçou a outra perna.
— Eu também quero me agarrar na perna da madrinha.
A cena arrancou risadas de todo mundo.
Tatiane afagou a cabeça das duas meninas e disse, com suavidade:
— Pronto, chega. Agora não é hora de ficar agarrada na minha perna.
Nesse momento, do lado de fora da loja, ouviu-se a saudação respeitosa de uma funcionária:
— Senhora Bianca, senhora Eliane, senhorita Karine...
Ao ouvir aquilo, Tatiane voltou os olhos instintivamente para a entrada.
No instante em que viu quem estava entrando, o sorriso desapareceu de seu rosto.
A expressão de Patrícia e Noemi também se fechou.
Ao ver Tatiane com Bia, Bianca fechou a cara na mesma hora.
Eliane olhou para Tatiane com uma expressão difícil de decifrar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....