Henrique respondeu:
[Amanhã, depois da atividade com os pais na escola da Bia, a gente conversa.]
Quando recebeu a mensagem, Tatiane ficou um pouco surpresa. Mesmo assim, respondeu:
[Tudo bem.]
Na manhã seguinte, Tatiane foi de carro até a escola.
— Tia Evelynn!
Tatiane levantou os olhos e viu Bia correndo em sua direção.
Naquele dia, a menina usava um conjunto esportivo azul e trazia o cabelo preso em um rabo de cavalo. Estava sapeca e adorável.
A roupa de Henrique combinava com a dela. Era um conjunto de pai e filha. Tatiane quase nunca o tinha visto usando roupas claras daquele tipo, mas, nele, a cor não destoava nem um pouco. Pelo contrário, suavizava a aura fria e imponente que ele costumava ter quando estava de terno.
Tatiane se aproximou depressa, agachou-se diante de Bia e ficou um tempo fazendo carinho nela.
Henrique permaneceu ao lado, observando as duas em silêncio.
— Tia Evelynn, você também pode vestir uma roupa igual à minha e à do papai?
Tatiane já havia reparado na sacola que Henrique segurava.
Naquele dia, quase todos os pais presentes usavam roupas combinando com os filhos.
Tatiane não tinha como recusar Bia. Só pôde aceitar.
Ela se levantou, estendeu a mão e pegou a sacola das mãos de Henrique. Depois, foi ao banheiro da escola para se trocar.
Quando viu que a tia Evelynn estava vestida igual a ela e ao papai, Bia sorriu tão feliz que seus olhos se curvaram como duas luas crescentes.
Tatiane guardou a própria roupa no carro.
Bia segurava a mão do pai de um lado e a da tia Evelynn do outro. Saltitava pelo caminho, feliz como um coelhinho.
Os três foram até o campo da escola e acabaram encontrando Noemi, Ceci e Leandro.
Assim que se viram, as duas crianças deram as mãos e começaram a se cumprimentar, animadas.
Noemi olhou para os dois adultos e sorriu:
— Senhor Henrique. Tati.
Henrique assentiu levemente em resposta.
Tatiane cumprimentou Leandro:
— Professor, conseguiu vir acompanhar a Ceci hoje?
— Por acaso, fiquei livre esta manhã. E, como era atividade de pais e filhos, achei melhor vir. Fiquei com medo de a Noemi não dar conta sozinha. — Respondeu Leandro.
Noemi resmungou na hora:
— Ei, mano, não me subestima.
Leandro a desmascarou sem dó:
— Você é do tipo que come e depois se joga no sofá. Aliás, desde que voltei, tenho a impressão de que você engordou de novo.
Noemi protestou imediatamente:
— Onde foi que eu engordei? Nem o Cristiano disse que eu estou gorda.
Leandro apenas sorriu, sem responder.
Tatiane não conseguiu segurar o riso. Dava para perceber que, nesse pouco mais de um mês em que estivera fora do país, a relação entre Cristiano e Noemi tinha avançado bastante. Só que, pelo visto, os dois ainda não tinham atravessado aquela última linha.
O jeito feroz de Bia assustou Ceci de verdade. A menina correu para o lado da mãe e segurou sua mão.
Repreendido pela própria filha, Henrique ficou parado ali, alto e imponente. Por incrível que parecesse, parecia um pouco perdido.
O homem que havia puxado conversa com Henrique presenciou a cena inteira e sentiu como se um novo mundo tivesse se aberto diante de seus olhos. Jamais teria imaginado que o arrogante e frio Henrique pudesse ter medo da própria filha.
Resignado, Henrique tentou se abaixar para acalmar a menina.
Mas Bia virou o rosto de repente, ainda bateu o pé no chão e cruzou os bracinhos, numa postura de quem não estava disposta a ceder.
O movimento de Henrique, que estava prestes a se agachar, parou no meio do caminho.
Ele levantou a cabeça e olhou para Tatiane, que continuava parada ali. Em seguida, endireitou-se e deu um passo à frente.
Antes que Tatiane entendesse o que ele pretendia fazer, sua mão já estava presa na dele.
O braço dela enrijeceu.
— Você...
Ao ver o pai tomar a iniciativa e segurar a mão da tia Evelynn, Bia finalmente ergueu os cantinhos da boca, satisfeita.
Henrique então se inclinou, segurou a filha com um braço e a colocou no colo.
— Pronto. Não precisa ficar brava. A atividade já vai começar.
Depois, virou o rosto para Tatiane e disse:
— Vamos para lá primeiro.
A mão de Tatiane continuava firmemente presa na dele. Não seria fácil se soltar.
E, assim, ela acabou sendo levada por Henrique.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Cadê o final dos demais. E esse final entre eles q idiotice foi esse...
Não acredito que passei meses lendo um livro.pra no final essa autora sem nexo concluir um final bosta desses. Gastei dinheiro num final fuleiro desse...
Acabou? Só isso? 1217 é o último capítulo mesmo?...
Autora, agora você acertou em cheio. Essa declaração de Henrique foi demais. Ele sabe que ela recuperou a memória, ele não pede perdão, ele assume o erro, ele promete compensar pelo resto da vida, ele não exige que ela acredite, ele espera que ela acredite. É outro homem, kkkk. Esse homem também é muito carente, precisava deixar o filho com fome, mamando todo o leitinho da mãe? Kkkkk....
A história ta chata,Henrique um imbecil, canalha desde o início, Tatiane sem nenhuma atitude de verdade....
Eu pulei do capítulo 1122 para o capítulo 1146 e, ACREDITEM....., não senti nenhuma diferença....
Entre os parágrafos: OS DOIS SE VIRARAM...e ANDRÉ DEMONSTROU SURPRESA.; tem mais 5 parágrafos sim bastante coisa. Aqui a gente paga e não recebe toda a história. Acompanho no app GOOD NOVEL e vejo que falta muito texto aqui....
Esse livro era otimo ate o capitulo 700 mas agora esta simplesmente um porre.... sem falar q atualiza a prestação. Ja gastei tanto tempo e dinheiro, so por isso continuo... se naoz queria nem ler essa porcaria mais....
Um capítulo por dia!!!! Não é possível, a história já está se arrastando faz tempo, nenhuma tomada de decisão e agora um capítulo por dia! Acho que a autora quer que os leitores abandonem o livro....
Agora vai um capítulo por dia? Então muda lá na capa onde diz "7 capítulos por dia"....