Ele realmente não conseguia suportar dividir o mesmo teto com ela.
Mas, a essa altura, Tatiane já não queria mais se importar com isso.
Naquele mesmo dia, entrou em contato com Patrícia para saber como estava sua condição física. Na noite anterior, chegara a pensar em ir ao hospital visitá-la, mas acabara não conseguindo.
— Não foi nada demais. Assim que terminar o soro, já posso ir pra casa. — Respondeu Patrícia.
Naquela noite, a crise no estômago fora forte. Os médicos decidiram mantê-la por dois dias em medicação intravenosa.
Tatiane resolveu ir ao hospital vê-la.
Por coincidência, Cristiano ligou naquele momento. Já havia encontrado um motorista. O homem deixara o exército no ano anterior e, para atuar como motorista particular, era mais do que qualificado.
Cristiano passou o contato para ela.
Tatiane ligou imediatamente. O motorista estava na empresa de Cristiano naquele momento e ainda precisava buscar o carro no Condomínio Vila Real. Calculou que levaria cerca de uma hora.
— Me avisa com meia hora de antecedência. — Disse Tatiane.
Assim, ela poderia sair caminhando devagar, aproveitar para dar uma volta e espairecer.
Do outro lado, ele concordou.
Às dez e meia, Tatiane caminhou até a entrada da vila.
O carro chegou quase ao mesmo tempo.
O veículo parou à sua frente. O motorista desceu e contornou o carro até a porta do passageiro. Tinha cerca de um metro e oitenta, o cabelo raspado no estilo militar, traços firmes, postura ereta e um corpo bem definido. Bastava um olhar para saber que havia servido no exército. Havia nele uma presença reta, masculina, segura.
Tatiane entrou no carro.
Emerson entregou seus dados a ela.
— Sra. Tatiane, pode dar uma olhada.
Ela leu com atenção. Emerson Rocha, vinte e oito anos. Entrara para o exército aos dezoito.
Sendo alguém indicado por Cristiano, não havia motivo para preocupação.
— Quanto o meu irmão combinou de pagar pra você?
— Vinte mil.
— Você sabe que, por enquanto, a contratação é temporária, certo?
— Sei, sim.
— E você mora onde agora?
— Na região da Rua das Acácias. De carro até aqui dá uns quarenta e poucos minutos.
— Aluguel?
— Por enquanto, estou na casa de um parente. Pretendo procurar algo mais perto.
Alugar naquela região não era barato.
Tatiane olhou pela janela quando passaram por um condomínio residencial e, após pensar por um momento, disse:
— Vou acrescentar mais seis mil ao seu salário. Veja se consegue alugar algo aqui por perto. Considere como auxílio-moradia.
— Deixa que eu levo. — Disse.
Karine recusou, agarrando-se ainda mais a Henrique.
Henrique não fez menção de soltá-la.
— Vamos primeiro até o carro. — Falou, em tom firme.
Felipe não insistiu.
Henrique seguiu em direção à saída, carregando Karine nos braços.
Ao passar por Tatiane, nem sequer desviou o olhar.
Ela era, para ele, como uma estranha qualquer. Alguém completamente irrelevante.
Mesmo sem nutrir mais expectativas, Tatiane sentiu o constrangimento queimar por dentro.
Felipe percebeu a mudança súbita em seu rosto, o instante de desorientação, a palidez que surgira sem aviso.
Tatiane, porém, recompôs-se rapidamente. Inspirou fundo, endireitou o corpo e seguiu em direção aos elevadores.
Felipe permaneceu parado.
Ela passou por ele sem dizer uma palavra.
Depois de alguns segundos de silêncio,
Felipe se virou e saiu apressado para fora do hospital.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Eu pulei do capítulo 1122 para o capítulo 1146 e, ACREDITEM....., não senti nenhuma diferença....
Entre os parágrafos: OS DOIS SE VIRARAM...e ANDRÉ DEMONSTROU SURPRESA.; tem mais 5 parágrafos sim bastante coisa. Aqui a gente paga e não recebe toda a história. Acompanho no app GOOD NOVEL e vejo que falta muito texto aqui....
Esse livro era otimo ate o capitulo 700 mas agora esta simplesmente um porre.... sem falar q atualiza a prestação. Ja gastei tanto tempo e dinheiro, so por isso continuo... se naoz queria nem ler essa porcaria mais....
Um capítulo por dia!!!! Não é possível, a história já está se arrastando faz tempo, nenhuma tomada de decisão e agora um capítulo por dia! Acho que a autora quer que os leitores abandonem o livro....
Agora vai um capítulo por dia? Então muda lá na capa onde diz "7 capítulos por dia"....
Tá tedioso! Estou pulando capítulos. Devia encerrar logo....
Alguem aqui que possa fazer a autora desse livro entender que ja esta INSUPORTÁVEL a leitura??? E que acredito q ninguem aguenta mais tanta chatuce q nao chega a lugar NENHUM???? Henrique um executivo imponente ate lguns capitulos atras, agora parece um adolescente de 15 anos atras dessa CHATA da Tatiane?????...
Esse livro NAO ACABA NUNCA???? JA ESTA MUITO CHATO e eu nao posso parar de ler pq ja gastei muito tempo e dinheiro....Que chatice!!!! Pelo mor de Deus, da um tom de romance entre Henrique e Tatiane. Que por sinal, ela está muito irritante isso sim......
A narrativa não muda então pulo alguns capítulos. Não sei se o autores quer que ela fica com o Leandro ou o Henrique ou se ela quer ficar sozinha, pq ela não parece ter sentimento por ninguém....
Eu decidi que, assim que abarem essas moedas que comprei, vou parar de ler esse romance, chato pra c@r@1ho...