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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 459

Naquela manhã, a família estava reunida à mesa para o café.

Bia falava sem parar com Marcos e Mônica, fazendo os dois caírem na risada. Até Theo, no colo de Mônica, ria e balbuciava, como se também quisesse participar da conversa.

O clima era tão leve e aconchegante que Tatiane não conseguiu conter um sorriso.

Foi então que a babá entrou e avisou:

— Senhorita Tatiane, seu celular está tocando.

Tatiane foi até a sala, pegou o aparelho dentro da bolsa e viu o nome de Patrícia na tela.

Assim que atendeu e ouviu o que ela tinha a dizer, sua expressão mudou.

— Estou indo para a empresa agora.

Tatiane desligou e voltou à sala de jantar.

— Pai, mãe, surgiu uma urgência na empresa. Preciso sair agora. Mãe, daqui a pouco a senhora leva a Bia para a escolinha, por favor.

Ao perceberem a pressa dela, Marcos e Mônica não fizeram muitas perguntas.

Tatiane se despediu de Bia.

— Mamãe, cuidado no caminho.

Tatiane assentiu, inclinou-se e deixou um beijo na testa da filha. Em seguida, saiu da mansão dirigindo.

Quando seu carro deixou o condomínio, havia um sedã branco parado do outro lado da rua.

No banco do motorista, um homem de meia-idade estreitou os olhos e a observou com atenção através do vidro.

Depois que Tatiane foi embora, ele abriu a porta e desceu do carro.

Caminhou até a guarita e perguntou:

— Por acaso mora aqui um proprietário chamado Marcos?

O segurança o avaliou com cautela.

— Quem é o senhor?

— Ah, sou amigo dele.

O segurança respondeu:

— Então ligue para o senhor Marcos. Só depois de confirmarmos sua identidade poderemos liberar sua entrada.

O homem concordou depressa:

— Claro, claro.

Depois disso, virou-se e voltou para o carro. Tirou um cigarro do bolso, acendeu e, ao perceber que o segurança continuava olhando em sua direção, pegou o celular e fingiu fazer uma ligação.

Em seguida, permaneceu dentro do carro, esperando.

Mais de dez minutos se passaram. Ao ver que ele continuava parado ali, o segurança já se preparava para ir até o veículo fazer algumas perguntas quando outro carro se aproximou.

Mônica acompanhou Bia até a entrada da escolinha. Depois de deixá-la lá dentro, virou-se e caminhou de volta para o carro.

No instante em que abriu a porta para entrar, ouviu alguém chamá-la:

— Mônica. Então era você mesmo.

Mônica congelou.

Virou a cabeça de repente e viu o homem de meia-idade parado ali.

Era magro, seco, com os traços do rosto excessivamente marcados. As órbitas fundas e o olhar turvo carregavam uma brutalidade difícil de esconder.

Mesmo depois de tantos anos, Mônica jamais esqueceria aquele rosto.

Frederico.

Seu ex-marido.

Então era ele quem os vinha seguindo havia pouco.

Ao ver Frederico se aproximar, Emerson abriu a porta e desceu do carro. Estendeu o braço, bloqueando o caminho dele, e perguntou com frieza:

— Quem é você?

Frederico abriu um sorriso largo e desagradável. Seus olhos continuaram fixos em Mônica.

— Mônica, então é verdade. Você virou mesmo madame de família rica. Até o jeito mudou, hein? Olha só para você... Está mais bonita do que quando era jovem. Quase não reconheci.

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