Naquela manhã, a família estava reunida à mesa para o café.
Bia falava sem parar com Marcos e Mônica, fazendo os dois caírem na risada. Até Theo, no colo de Mônica, ria e balbuciava, como se também quisesse participar da conversa.
O clima era tão leve e aconchegante que Tatiane não conseguiu conter um sorriso.
Foi então que a babá entrou e avisou:
— Senhorita Tatiane, seu celular está tocando.
Tatiane foi até a sala, pegou o aparelho dentro da bolsa e viu o nome de Patrícia na tela.
Assim que atendeu e ouviu o que ela tinha a dizer, sua expressão mudou.
— Estou indo para a empresa agora.
Tatiane desligou e voltou à sala de jantar.
— Pai, mãe, surgiu uma urgência na empresa. Preciso sair agora. Mãe, daqui a pouco a senhora leva a Bia para a escolinha, por favor.
Ao perceberem a pressa dela, Marcos e Mônica não fizeram muitas perguntas.
Tatiane se despediu de Bia.
— Mamãe, cuidado no caminho.
Tatiane assentiu, inclinou-se e deixou um beijo na testa da filha. Em seguida, saiu da mansão dirigindo.
Quando seu carro deixou o condomínio, havia um sedã branco parado do outro lado da rua.
No banco do motorista, um homem de meia-idade estreitou os olhos e a observou com atenção através do vidro.
Depois que Tatiane foi embora, ele abriu a porta e desceu do carro.
Caminhou até a guarita e perguntou:
— Por acaso mora aqui um proprietário chamado Marcos?
O segurança o avaliou com cautela.
— Quem é o senhor?
— Ah, sou amigo dele.
O segurança respondeu:
— Então ligue para o senhor Marcos. Só depois de confirmarmos sua identidade poderemos liberar sua entrada.
O homem concordou depressa:
— Claro, claro.
Depois disso, virou-se e voltou para o carro. Tirou um cigarro do bolso, acendeu e, ao perceber que o segurança continuava olhando em sua direção, pegou o celular e fingiu fazer uma ligação.
Em seguida, permaneceu dentro do carro, esperando.
Mais de dez minutos se passaram. Ao ver que ele continuava parado ali, o segurança já se preparava para ir até o veículo fazer algumas perguntas quando outro carro se aproximou.
Mônica acompanhou Bia até a entrada da escolinha. Depois de deixá-la lá dentro, virou-se e caminhou de volta para o carro.
No instante em que abriu a porta para entrar, ouviu alguém chamá-la:
— Mônica. Então era você mesmo.
Mônica congelou.
Virou a cabeça de repente e viu o homem de meia-idade parado ali.
Era magro, seco, com os traços do rosto excessivamente marcados. As órbitas fundas e o olhar turvo carregavam uma brutalidade difícil de esconder.
Mesmo depois de tantos anos, Mônica jamais esqueceria aquele rosto.
Frederico.
Seu ex-marido.
Então era ele quem os vinha seguindo havia pouco.
Ao ver Frederico se aproximar, Emerson abriu a porta e desceu do carro. Estendeu o braço, bloqueando o caminho dele, e perguntou com frieza:
— Quem é você?
Frederico abriu um sorriso largo e desagradável. Seus olhos continuaram fixos em Mônica.
— Mônica, então é verdade. Você virou mesmo madame de família rica. Até o jeito mudou, hein? Olha só para você... Está mais bonita do que quando era jovem. Quase não reconheci.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....