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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 464

Quando o assunto era manipular o coração das pessoas, Henrique era, sem dúvida, um mestre. Não era qualquer um que conseguiria vencê-lo num jogo de estratégia.

Leandro virou o rosto para a janela. Nos olhos profundos dele, ninguém conseguia adivinhar o que se passava.

A publicação de Sérgio no feed logo causou um alvoroço e tanto.

É claro que quem conhecia bem os dois jamais acreditaria que Evelynn tivesse dado rosas a ele.

Logo começaram a surgir comentários.

[Sr. Sérgio, o senhor está se exibindo com as flores do Sr. Leandro?]

Sérgio respondeu:

[Não duvidem tanto. Podem perguntar pessoalmente a ele se não foi a Evelynn quem me deu essas flores.]

[Você tem algum segredo comprometedor da senhorita Evelynn nas mãos? Porque ela dar flores para você em vez de dar ao Leandro... Sinceramente, eu não imaginava que o senhor fosse tão ardiloso assim.]

Sérgio respondeu:

[O que isso quer dizer? Como assim eu sou ardiloso? Eu sou tão inferior ao Leandro assim? Ou ele é mais bonito do que eu?]

Patrícia entrou nos comentários:

[Se na casa do Sr. Sérgio não tiver espelho, faça xixi no chão e se olhe no reflexo. Na pior das hipóteses, eu te dou um de graça. Aí o senhor chega em casa hoje à noite e se examina com calma.]

Sérgio leu aquela sequência de comentários e quase riu de raiva.

Durante o almoço de negócios, ainda houve quem aproveitasse a história para provocá-lo.

Ninguém acreditava que Evelynn tivesse dado flores a ele, e não a Leandro.

Sérgio olhou para o homem ao lado, que segurava uma taça de vinho.

— Eu admito que você é um pouquinho mais bonito do que eu, mas também não é esse exagero todo que esse povo está falando.

Leandro lançou-lhe um olhar.

— A voz do povo costuma ser bastante lúcida.

— Está bem, você é o bonito. Mas, por mais bonito que seja, continua sem namorada.

Leandro virou o rosto e o encarou. O olhar dele esfriou um pouco.

Sérgio deu de ombros e tratou de mudar de assunto, começando a falar de negócios com os outros presentes.

Ao fim da refeição, o grupo deixou o reservado e chegou ao saguão do hotel. Por coincidência, acabou dando de cara com outro grupo de pessoas.

À frente deles, estava ninguém menos que Henrique.

Assim que viram Henrique, as pessoas que estavam com Leandro naquela refeição se aproximaram por iniciativa própria para cumprimentá-lo.

— Você só serve mesmo para ficar com aquilo que os outros não querem.

— Então por que o senhor insiste em forçar alguém contra a própria vontade? — Leandro disse de repente.

Henrique soltou uma risada fria.

— O que é meu não existe para ser entregue a outro homem.

— Tati não pertence a ninguém. E o senhor não tem o direito de decidir se entrega ou não.

Henrique fixou em Leandro seus olhos escuros e profundos. Um sorriso frio, carregado de desprezo, curvou seus lábios.

Ele não respondeu.

Apenas se abaixou e entrou no carro.

O veículo se afastou devagar.

As pessoas ao lado, ao perceberem a tensão invisível entre os dois grupos, sentiram uma pressão estranha no ar, embora não soubessem exatamente do que eles estavam falando.

Mas aquelas últimas frases... Por mais que tentassem entender de outro jeito, soavam como uma disputa por causa de uma mulher.

Todos ficaram curiosos, cheios de dúvidas, mas ninguém se atreveu a perguntar.

Depois de se despedirem dos demais, Leandro e Sérgio também entraram no carro.

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