Tatiane entregou o casaco a Henrique, calçou os chinelos e entrou apressada.
— Vai com calma, senão você acaba caindo.
Sempre que via a mãe, Bia parecia um coelhinho feliz, cheia de vida. Já estava bem melhor, embora a tosse ainda não tivesse passado de vez.
Nos últimos dias, o tempo também não ajudava. O céu vivia fechado, a temperatura seguia baixa, e não dava para levar Bia para brincar lá fora. A menina só podia ficar dentro de casa.
Tatiane se sentou com ela no tapete e passou a acompanhá-la enquanto montavam blocos de encaixe.
Henrique trouxe uma xícara de chá de gengibre e a entregou a ela.
— Toma. Vai te aquecer um pouco.
Tatiane aceitou a xícara.
Henrique se sentou no sofá ao lado e observou mãe e filha por alguns instantes. Então disse a Tatiane:
— No Natal, a gente vai jantar na casa da minha avó. Vai ser um jantar em família.
Tatiane tomou um gole do chá de gengibre e segurou a xícara com as duas mãos, aquecendo os dedos.
— Fiquei sabendo que Karine sofreu um acidente de carro.
Enquanto falava, virou o rosto e olhou para Henrique.
A expressão dele, porém, não se alterou. Continuava serena quando respondeu:
— Sim. Ela não queria sair do país.
Um toque de ironia surgiu nos lábios vermelhos de Tatiane.
— E por que será que ela não queria ir? Por sua causa, claro. De todos os homens com quem ela já se envolveu, acho que você ainda é o preferido dela.
Tatiane ouvira aquilo de Patrícia.
Na época em que Patrícia estava com Felipe, Karine ainda não tinha se envolvido com Henrique. Patrícia acabara de entrar no segundo ano da faculdade e, como pensava em se casar com Felipe, achava que precisava se dar bem com Karine. Por isso, no começo, tentara agradá-la e protegê-la sempre que podia.
Karine, porém, não dava o menor valor a isso. Pelo contrário, quanto mais Patrícia cedia, mais arrogante ela ficava.
Naquele tempo, Karine também tinha um namorado. Era um herdeiro bonito, de boa família, desses que chamavam atenção por onde passavam. Mas, depois de poucos meses, ela o descartou sem a menor cerimônia.
Logo em seguida, engatou outro relacionamento, dessa vez com um rapaz de uma família tradicional. O problema era que ele já tinha noiva. Só que a família de Karine era poderosa demais, e a outra moça não tinha força para enfrentá-la.
Em um jantar, o ex e o atual acabaram se encontrando. Por causa de Karine, os dois partiram para a briga.
Foi nessa época que Patrícia percebeu que Karine gostava daquela sensação de ver homens brigando por ela. Com aquela aparência, aquela origem e tudo o que recebera desde pequena, nunca lhe faltaram pretendentes, muito menos declarações apaixonadas.
Karine queria que todos os homens bonitos e excepcionais do mundo girassem ao seu redor.
Por isso, nunca fora do tipo que se prendia a alguém por muito tempo. Para ela, o próximo sempre parecia melhor. Ainda assim, ficara ao lado de Henrique por tantos anos. Aquilo, sim, talvez fosse amor de verdade.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
390 capítulos e ele não decide o que faz com ela além de humilhar, 390 capítulos que o irmão lerdo não vê que ela é a irmã que ele tanto procura, ela não entendeu até agora que o pai foi forçado a pedir pra ela sair do pais por conta da mãe monstra dela, história que tinha tudo para ser boa tá andando em circulos... vamos melhorar por favor!...
30 capítulo e não aconteceu nada de interessante, esse cara é ridículo, a história tá perdendo enredo, era pra tá prendendo a gente , mas já tá um saco, li até aqui e não vi sentido algum. Me desculpa só sendo sincera…...