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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 492

Agora, Ceci queria ficar com o pai.

Noemi estava preocupada. Se aquilo continuasse, e se, no futuro, Ceci não conseguisse aceitar Cristiano?

Talvez essa fosse a maior diferença entre homens e mulheres: uma mulher jamais conseguia ser tão fria quanto eles. Para uma mãe, um filho era sempre seu vínculo mais profundo, sua maior preocupação.

— Ele não vai ficar no Brasil para sempre. Mais cedo ou mais tarde, vai embora. E, quando a Ceci estiver melhor, você pode levá-la de volta para Porto Nobre.

Noemi murmurou em concordância.

— Eu também pensei nisso. Vou aproveitar e levar a Ceci para passar o Natal com meus pais, em Porto Nobre. O problema é que o Cristiano anda tão ocupado ultimamente… E você também.

Às vezes, Noemi mandava mensagem para Tatiane e só recebia resposta muito tempo depois.

— Fim de ano é assim mesmo, não tem jeito. Quem está levando uma vida tranquila é você.

Noemi riu.

— Eu nunca fui tão ambiciosa assim. Gosto de levar uma vida mais sossegada. Como é que vou me comparar com vocês?

As duas conversaram por mais algum tempo.

Depois de desligar, Henrique se aproximou e perguntou:

— Vamos chamar a Ceci para vir brincar aqui hoje?

Tatiane olhou para ele.

Naquele dia, ele parecia mesmo estar com tempo de sobra. Nem sequer tinha ido ao escritório cuidar de trabalho.

Bia quis comer a comida feita pelo pai, e ele simplesmente foi para a cozinha preparar o almoço.

Naquele momento, Henrique usava um avental preto sobre um suéter de cashmere da mesma cor, de gola semi-alta. Daquele jeito, até parecia um marido dedicado.

Tatiane desviou o olhar com indiferença e disse:

— Ceci também está doente. Está em casa, se recuperando.

— Entendi. Então, quando as duas melhorarem, elas brincam juntas. Vamos almoçar primeiro.

Depois do almoço, Bia precisou tirar uma soneca.

Tatiane decidiu ir ao hospital. Olhou para Henrique e disse:

— Você vem comigo.

Henrique sorriu de leve.

— Está bem.

Na garagem subterrânea, antes de saírem, Henrique abriu a porta traseira para Tatiane. Ela se inclinou e entrou no carro. Depois, ele deu a volta e entrou pelo outro lado.

Tatiane virou o rosto para ela e soltou uma risada fria.

— Senhora Bianca, até onde eu sei, a senhorita Karine não é sua nora. Por que está protegendo tanto assim?

O rosto de Bianca se fechou no mesmo instante.

— Tatiane!

Tatiane não deu a menor importância à irritação dela.

— Que pena. A senhora gosta tanto dessa nora, mas seu filho não quer se casar com ela. Pensando bem, seu gosto sempre foi duvidoso mesmo. Até uma mulher fútil e sem um pingo de inteligência como a Karine consegue agradar à senhora. Não é de admirar que seu filho tenha puxado isso. Ele também nunca teve a cabeça muito boa.

Bianca arregalou os olhos e a encarou.

— Você…

Por um instante, ela ficou sem reação. Afinal, era esposa de um homem público. Não podia simplesmente perder a compostura e bater boca no meio da rua como uma mulher descontrolada.

Karine também olhava para Tatiane em choque, sem acreditar no que acabara de ouvir. Ela havia insultado Rick junto. Mas o que mais doía, o que ela menos conseguia aceitar, era ver que Rick continuava impassível, sem nenhuma reação.

Eliane observou a postura arrogante e afiada da própria filha. De repente, lembrou-se de quando ela era pequena.

Naquela época, Tatiane também era assim. Orgulhosa, intensa, impossível de ignorar.

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