A voz de Leandro surgiu do outro lado da linha.
— Está em casa?
— Acabei de trazer a Bia de volta. Professor, como o senhor está se sentindo hoje?
— Bem melhor do que ontem. Não se preocupe. Já estou bem. Por enquanto, Tati, você não precisa mais ir ao hospital cuidar de mim.
Tatiane murmurou em concordância.
— Então amanhã, na hora do almoço, levo comida para o senhor.
Leandro ficou em silêncio por um instante.
— Está bem.
— Tem alguma coisa que o senhor esteja com vontade de comer?
— Qualquer coisa leve já está ótimo.
— Está bem.
Depois de uma breve pausa, Tatiane perguntou:
— O Sérgio conseguiu descobrir alguma coisa?
— Já encontraram os envolvidos. O resultado deve sair nos próximos dois dias.
— Que bom.
Os dois conversaram por mais alguns instantes antes de desligarem.
Tatiane baixou o celular e voltou para perto do sofá. Então disse a Mônica:
— Mãe, fica de olho na Bia para mim. Vou subir para tomar um banho e me arrumar.
— Claro, pode ir.
Tatiane subiu, trocou de roupa, colocou algo mais confortável para ficar em casa, lavou o rosto e se recompôs. Quando saiu do banheiro, o celular voltou a vibrar.
Ela foi até a beira da cama, inclinou-se e pegou o aparelho.
Era Henrique.
Tatiane atendeu.
— Alô.
A voz dele veio suave do outro lado da linha.
— De que sabor de chocolate você gosta?
Tatiane franziu levemente a testa.
— Por que está me perguntando isso?
— Um amigo meu está na Suíça. Ele volta amanhã, então pedi para trazer algumas caixas de chocolate.
Tatiane ouviu aquilo e quase riu.
Pelo tom dele, parecia até que eram uma família calorosa e feliz, e que ele era um marido apaixonado, incapaz de ficar longe da esposa.
Ela soltou uma risada baixa, carregada de ironia.
— Henrique, você acredita mesmo no que acabou de dizer?
Henrique sorriu de leve.
— Só estou dizendo a verdade. Durmo melhor quando tenho você nos braços. E aquele cheiro de rosas combina demais com você.
A voz dele, grave e magnética, chegou pelo telefone num tom preguiçoso, quase provocante, deslizando pelo ouvido dela de um jeito perigoso.
O olhar de Tatiane esfriou.
Logo em seguida, ela ouviu, do outro lado da linha, o som discreto da água se agitando. Depois veio um ruído mais nítido e contínuo, como água escorrendo.
Tatiane entendeu na mesma hora.
Ele estava na banheira.
Ou seja, naquele exato momento, falava com ela ao telefone completamente nu.
— Estou com vontade de ir aí agora.
Tatiane voltou a si.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Eu decidi que, assim que abarem essas moedas que comprei, vou parar de ler esse romance, chato pra c@r@1ho...
A autora poderia mudar um pouco essa narrativa. Tatiane sempre fria e com poucas palavras. Henrique não consegue falar de sentimentos e enquanto isso a história da voltas e mais voltas e não sair do lugar......
Está na hora do Henrique se declarar né? Pelo amor de Dus que enrola. Eu nunca me casaria somente pela filha. Tem que ter sentimentos. Espero que no próximo capítulo Henrique se declare e deixe Tati abalada. Aí sim tudo pode mudar. Ela grávida e ele se declarando temos 2 pontos....
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...