Ela apertou o celular entre os dedos.
— Henrique, não se entregue tanto a essa encenação.
Henrique saiu da banheira e caminhou descalço até a pia. Sobre a bancada, um vaso elegante exibia rosas vermelhas recém-cortadas.
Ele passou os dedos pelas pétalas. A água ainda escorria de sua pele e pingou sobre uma das flores. Henrique a pegou, girou-a devagar entre os dedos, os olhos escuros velados por uma névoa discreta. Então sorriu.
— Se eu não me entregar, como vou descobrir o que realmente quero?
Tatiane ficou alguns segundos em silêncio.
— E o que você quer?
— Você.
A voz dele veio baixa, carregada de desejo.
A resposta atingiu Tatiane como uma corrente elétrica. Cada nervo de seu corpo pareceu se contrair.
Ela ficou calada por um instante. Depois, disse:
— Então sugiro que tire essa ideia da cabeça o quanto antes. Se está tão carente assim, procure outra mulher.
— Agora, só consigo pensar em você.
Ele falava cada vez mais sem rodeios. Quase parecia uma declaração.
Tatiane soltou uma risada curta.
— Ah, é? Já que gosta tanto assim de mim, fiquei curiosa. Quando foi que começou?
— Não sei dizer exatamente. O que importa é que, agora, só existe você. — Respondeu Henrique.
— Dizendo esse tipo de coisa para mim, não tem medo de que eu aproveite para me vingar? Posso fazer você se apaixonar por mim e depois nunca deixar que me tenha.
— Se você quiser se vingar, é justo. — Ele disse aquilo com uma naturalidade quase indiferente. — Faça o que quiser comigo. Só não machuque a nossa filha, aconteça o que acontecer.
Tatiane apertou o celular com mais força, soltou uma risada baixa e fria, e desligou.
Henrique ouviu o sinal da chamada encerrada. Baixou o celular, olhou para a tela e acabou rindo de leve. Depois deixou o aparelho de lado.
Seu olhar voltou para a rosa em sua mão.
No instante seguinte, seus dedos se fecharam, esmagando as pétalas.
Tatiane permaneceu sentada no sofá, o olhar escuro e distante. Ninguém saberia dizer o que se passava em sua cabeça.
— Mamãe.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....