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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 632

Iracema e os executivos da NovaCapital caminharam na direção de Henrique.

— Senhor Henrique.

Henrique apenas fez um leve aceno de cabeça.

Depois do evento daquele dia, Iracema prepararia um relatório detalhado com tudo o que havia sido discutido e o entregaria a ele.

Os dois executivos conversavam de maneira casual com Henrique quando um deles comentou, como quem não queria insinuar nada:

— Hoje, o senhor Felipe e o senhor Leandro pareceram bastante alinhados em suas opiniões.

Durante as discussões daquele dia, sempre que Leandro apresentava uma análise profissional, Felipe praticamente se colocava ao lado dele, deixando clara sua concordância.

Quem não conhecesse a situação poderia até pensar que havia uma parceria estreita entre os dois.

Aos olhos da NovaCapital, uma postura como aquela, vinda de Felipe, soava quase como uma falta de consideração com a própria NovaCapital e com Henrique.

Henrique ouviu o comentário sem demonstrar qualquer reação. Apenas ergueu os olhos e, em seguida, caminhou diretamente na direção de Tatiane e dos outros.

A presença dele era marcante demais para passar despercebida.

Tatiane o viu de imediato no meio da multidão. Alto, elegante, impecavelmente distinto, Henrique parecia se destacar naturalmente de todos ao redor.

Felipe virou-se ao perceber sua aproximação e disse, em tom tranquilo:

— Chegou.

Henrique apenas murmurou um "hum". Seu olhar, porém, já havia se voltado para Tatiane e, logo depois, desceu devagar até se fixar no pé dela.

No instante seguinte, ele deu um passo à frente e, sem qualquer aviso, ajoelhou-se diante dela, apoiando um joelho no chão.

Então segurou com firmeza o tornozelo de Tatiane.

A atitude inesperada fez Tatiane congelar.

Suas pupilas se contraíram, e ela o repreendeu em voz baixa, alarmada:

— O que você está fazendo?

Por instinto, Tatiane tentou puxar o pé de volta. Mas a mão dele era firme demais, e ela simplesmente não conseguiu se soltar.

Com o pé erguido daquele jeito, o tornozelo fino e delicado de Tatiane parecia caber inteiro na mão de Henrique. As unhas dos pés, bem cuidadas, estavam pintadas com um esmalte nude discreto. Sem se importar com os olhares ao redor, ele manteve o pé dela apoiado sobre o próprio joelho.

Havia um curativo colado em seu calcanhar, mas ainda era possível ver, nas bordas, a pele avermelhada e inchada pelo atrito. O dedão também estava protegido por um curativo.

Todos que presenciaram a cena ficaram chocados.

— Da próxima vez, não use saltos tão altos. Seu trabalho hoje já deve ter terminado. Vou pedir ao motorista que leve você para casa, para descansar.

Tatiane manteve o rosto fechado e virou a cabeça para o lado, sem responder.

Henrique se levantou.

— Então voltamos juntos quando acabar.

Nesse momento, uma funcionária se aproximou trazendo os sapatos que haviam acabado de comprar. Assim que chegou mais perto, percebeu claramente que havia algo estranho no clima.

Diante daqueles três homens, cada um com uma presença mais opressiva que a do outro, ela sentiu uma pressão inexplicável apertar seu peito.

A funcionária caminhou até Leandro e lhe entregou a sacola com respeito.

— Senhor Leandro, aqui estão os sapatos.

Leandro estendeu a mão e pegou a sacola.

— Obrigado.

— Por nada.

Leandro tirou a caixa de dentro da sacola, abriu-a e retirou o par de sapatilhas. Eram de couro de cordeiro, extremamente macias ao toque.

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