Tatiane estendeu a mão e pegou o livro que ele segurava. Na época da faculdade, já havia folheado aquele volume tantas vezes que nem saberia contar. Abriu em uma página qualquer.
Henrique se virou, voltou para a mesa e retomou o trabalho.
No escritório, o silêncio era absoluto.
Depois de concluir uma das tarefas, Henrique ergueu os olhos e olhou para a mulher sentada no sofá. Tatiane folheava o livro com atenção, completamente concentrada.
Estava tão mergulhada na leitura que nem percebeu o olhar dele.
Henrique desviou os olhos.
Uma hora e meia depois, ele finalmente terminou a maior parte do trabalho que tinha em mãos. Massageou o ponto entre as sobrancelhas e, ao olhar novamente para Tatiane, percebeu que ela continuava lendo, totalmente absorta.
Henrique caminhou até ela.
Mesmo assim, Tatiane não notou sua presença. Só quando o livro foi tirado de suas mãos é que pareceu despertar. Ergueu os olhos para o homem parado à sua frente.
A voz dele veio com um leve tom de diversão:
— Até que você gosta de ler.
— Me devolve o livro. — Disse Tatiane.
Henrique olhou a página em que ela havia parado, colocou o marcador ali e fechou o volume.
— Você continua amanhã. Está tarde. Vá descansar.
— Eu não consigo dormir.
— Então leia deitada na cama.
Tatiane se levantou, pegou o livro da mão dele e passou por Henrique, caminhando em direção à porta.
Henrique ainda tinha trabalho a resolver, por isso não a acompanhou. Apenas ficou ali, olhando enquanto ela saía.
Quando terminou tudo o que tinha em mãos, já era meia-noite.
Ao voltar para o quarto, encontrou Tatiane recostada na cama, ainda lendo. Ele se aproximou, tirou o livro das mãos dela e disse:
— Chega. Já está tarde demais. Deite-se e descanse.
— Se eu não terminar de ler, não vou conseguir dormir. — Respondeu Tatiane.
Henrique olhou para o livro em sua mão. Ela já havia chegado ao capítulo quarenta e oito.
— Amanhã cedo ainda precisamos levar a Bia para a escolinha. Depois não reclame se não conseguir acordar.
Ele levou o livro até o sofá e o deixou ali. Em seguida, abriu a gaveta do criado-mudo, pegou os remédios que ela precisava tomar, foi buscar um copo d'água e voltou, entregando tudo a ela.
— Tome o remédio para conseguir dormir.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...
Kd o capítulo 763...
Está faltando o capítulo 763...
Desisto , 700 capítulos e a história nao muda... repetitiva, redundante, cansativa......
Mais de 600 capítulos e a personagem ainda remoendo dor, parece que é sadomasoquista, nem sinal afeto ou mesmo respeito entre os protagonistas. Acho que vou tentar outras leituras....
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....